quinta-feira, 19 de abril de 2018

Nasce a Frente política por Democracia, Soberania e Direitos!

Resistência ao Golpe une progressistas e comunistas.

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O Blog do Banu publica a íntegra do Manifesto pela Democracia, Soberania Nacional e Direitos do Povo Brasileiro, que foi lançado oficialmente nesta quarta-feira, 18/04.18, na Câmara dos Deputados.

A resistência à nova etapa do Golpe fez o que parecia impossível: uniu diversos setores da Esquerda, dos progressistas aos comunistas, em torno de um programa mínimo comum, uma frente ampla pela Democracia:

O Brasil vive dias sombrios. A retirada de direitos, promovida de maneira acelerada pelo governo de Michel Temer e sua base parlamentar, é parte de um preocupante surto autoritário. A violência, o ódio e a intolerância disseminados nas redes sociais, incitados por estratégias de comunicação da mídia tradicional, se arrogam a pretensão de pautar a agenda política nacional, tratando o Estado Democrático de Direito como se fosse apenas um empecilho anacrônico em seu caminho.

O assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, foi o episódio mais dramático dessa espiral de violência, embora não tenha sido o único. 

O atentado contra a caravana do ex-presidente Lula, no Paraná, por seu evidente caráter miliciano; e sua posterior prisão, para a qual contribuíram diferentes operadores de direito que priorizaram clamores orquestrados por parte da opinião publicada, relativizando direitos constitucionais que lhe assistem, são fatos gravíssimos. 

Tais fatos fazem parte de um mesmo enredo, no qual as conquistas populares obtidas no processo constituinte de 1988 são consideradas excessivas por uma elite conservadora e reacionária, cabendo assim a implementação de um “programa corretivo”, no qual o progresso possa ser desvencilhado da obrigação política de diminuir as desigualdades que ainda assolam o Brasil.

As forças políticas e institucionais que operam a implantação desse programa do atraso querem cravar, na própria legalidade, a prerrogativa de abandonar pelo caminho os mais pobres, destituindo as amplas maiorias sociais do direito à cidadania. 

Diante desses fatos, torna-se urgente um maior diálogo entre todos os setores sociais comprometidos com a liberdade, a democracia e os direitos sociais. 

É hora de reunir partidos, entidades da sociedade civil, movimentos sociais, professores, cientistas, operadores do direito, artistas, líderes religiosos, dentre outros, para articular a resistência democrática aos atentados contra a democracia e o estado de direito.

A articulação desses atores deve se basear em três eixos fundamentais: 

O primeiro é a defesa intransigente das liberdades democráticas, dos direitos políticos e de eleições livres. Os rumores sobre a possibilidade de cancelamento do calendário eleitoral devem ter como resposta a defesa enérgica de eleições democráticas e livres. 

O segundo refere-se ao enfrentamento intransigente da violência disseminada pela extrema-direita. A democracia não pode conviver com milícias armadas, ameaças de morte, atentados ou assassinatos. É hora de dar um basta à violência, atuando em todas as instâncias possíveis, para alcançar e punir os responsáveis por disseminar e incitar o ódio e a intolerância, bem como os responsáveis pelos crimes contra lideranças políticas, que chocaram o país.

O terceiro eixo desta unidade está na defesa dos direitos sociais, da soberania e do patrimônio nacional. 

Como já indicamos, a violência disseminada pela extrema-direita e os ataques à democracia compõem um programa político de setores retrógrados das elites econômicas, para as quais a civilização se limita a suas próprias conquistas materiais. 

Por isso, enquanto aumenta a violência contra os setores populares e democráticos, cresce também o ataque aos direitos sociais e à soberania, como demonstram as retiradas de direitos como a reforma trabalhista, a tentativa de aprovação da reforma da previdência, de privatização da Eletrobrás, e o relaxamento entreguista das normas de direito ambiental e a implementação de uma agenda econômica rentista que dá total prevalência aos lucros cada vez maiores do sistema financeiro.

É hora, portanto, de defender a democracia, com a energia dos que sabem de suas virtudes e estão cientes da ameaça representada não apenas por um programa autoritário, mas por uma plataforma política avessa à civilização.

Os partidos que subscrevem esse manifesto convocam todos os setores sociais comprometidos com os valores democráticos à formação de uma ampla frente social. 

Essa frente, que não tem finalidades eleitorais, buscará estimular um amplo debate nacional contra o avanço do ódio, da intolerância e da violência. Só assim poderemos reconstruir um Brasil soberano e de respeito absoluto ao estado de direito.

Carlos Lupi
Presidente Nacional do PDT


Carlos Siqueira
Presidente Nacional do PSB


Edmilson Costa
Secretário Geral do PCB


Gleisi Hoffmann
Presidenta Nacional do PT


Juliano Medeiros
Presidente Nacional do PSOL


Luciana Santos
Presidenta Nacional do PCdoB


Rui Costa Pimenta
Presidente Nacional do PCO

Montes Claros: Latifúndio armado ataca Ocupação do MST no norte de Minas

Escrito por  


Latifúndio armado ataca Ocupação do MST, queima bandeira do MST e ameaça, em Montes Claros, MG.


Próximo à cidade de Montes Claros, no norte de Minas Gerais, hoje, dia 18 de abril de 2018, dezenas de Latifundiários e empresários ligados ao Sindicato Rural de Montes Claros, do Movimento “Paz no Campo” -, que na prática é “violência no campo”, nova versão de UDR (União Democrática Ruralista) – na manhã de hoje cercaram e ameaçaram 100 famílias Sem Terra do MST em uma área ocupada essa madrugada: fazenda Bom Jesus, km 3 da estrada produção, saída para Capitão Eneias, área que pertence à CODEMIG, do Governo de Minas Gerais. 

Os latifundiários cercaram a rodovia Estrada da Produção, não deixaram as famílias sair da área, impediram a entrada de água e alimentos. Ameaçaram as famílias e as lideranças de muitas formas e, lógico, cercearam o direito de ir e vir das 100 famílias Sem Terra. Por fim, espalharam o terror. 

As famílias ocuparam essa área, porque estão sendo despejada de outra área.

A situação é muito grave e tensa. Houve risco de mais um massacre por parte dos latifundiários da Região contra o povo camponês sem-terra que luta por um pedaço de terra para trabalhar e viver.

A área ocupada está ao lado da Rodovia Estrada da Produção, saída para Capitão Eneas. O Governo do Estado de Minas Gerais foi informado, como também a Polícia Militar de Montes Claros.

Para evitar um massacre, as famílias Sem Terra do MST resolveram sair, sob escolta da PM, e ir para o Assentamento Estrela do Norte, do MST, em Montes Claros. 

Milícia armada estava ao redor do Acampamento por todos os lados. Com tratores, os latifundiários e empresários bloquearam a rodovia Estrada da Produção e também o acesso ao Acampamento, impedindo assim a entrada de alimento, água etc.. 

Queimaram bandeira do MST e proferiram muitas ameaças. Filmaram e divulgaram em rede virtual da internet a bandeira do MST sendo queimada e ameaças sendo proferidas. 

Soltaram foguetes comemorando a saída dos Sem Terra da área e ameaçaram: “Não haverá mais ocupação de terra no norte de Minas Gerais”. 

Queimaram a bandeira do MST, soltando foguetes e ameaçando: “Põe fogo nesse trem, nessa porqueira de bandeira. Joga fogo aí. Traga gasolina. Põe fogo (repete várias vezes). Me dá o isqueiro. Chame a televisão para filmar aqui. Filme aqui agora. Olha o Brasil que nós queremos. O Brasil que nós queremos é esse: Brasil sem terra, livre dos Sem Terra. Esses vagabundos. A bandeira nossa é verde e amarela. Vamos exterminar essa cambada de Sem Terra. Olha lá, tá tudo caladinho. Grite agora, Sem Terra!”

A Comissão Pastoral da Terra repudia com veemência esse atentado contra um direito constitucional que é lutar por um direito elementar: conquistar um pedacinho de terra para viver dignamente. 

Exigimos das autoridades policiais, do Ministério Público e do Governo de Minas Gerais providências necessárias para coibir esse arbítrio repugnante que violenta a dignidade humana e atualiza a época da Casa Grande que tratava com a chibata os negros escravizados. 

Porém, como Jesus ressuscitou ao terceiro dia, essa sexta-feira da paixão feita por latifundiários e empresários hoje, em Montes Claros, ao arrepio da Constituição Brasileira e sob o império das armas não terá a última palavra, pois um domingo de ressurreição com a mãe terra libertada brotará, porque está sendo gestado. 

Quanto mais reprime o MST e os Movimentos Sociais Populares mais eles crescem e ganham qualidade. 

Clamamos pela defesa da vida e pelo respeito à dignidade humana e ao sagrado direito de lutar por terra, conforme prescrito na Constituição federal de 1988.

Assina essa Nota:
Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Montes Claros, MG, 18/4/2018.

Obs.:  
Abaixo, fotos que mostram as agressões e o grave conflito agrário existente no Brasil, hoje, explicitado em Montes Claros, no norte de MG, também. 

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Lítio de Araçuaí vai fornecer matéria-prima para fábrica de baterias na Grande BH

Araçuaí: Governo de Minas adquire 33% das ações da Companhia Brasileira de Lítio.


A CBL - Companhia Brasileira de Lítio planeja instalar uma indústria de células de baterias de lítio-enxofre (Li-S) na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). 


Porém, a exploração da matéria-prima e seu processamento químico é feito no Vale do Jequitinhonha.  A companhia conta com unidade de mineração em Araçuaí, na região do Barreiro, na divisa com Itinga, e planta de processamento químico em Divisa Alegre, ambos os municípios localizados no Território Médio e Baixo Jequitinhonha, no nordeste de Minas.

O lítio é um metal conhecido como “petróleo branco”, cuja demanda global tem aumentado, para a produção de itens de alta tecnologia. É altamente procurado, por exemplo, pela sua aplicação em baterias. 

O Governo de Minas Gerais, por meio da Codemig Participações S/A (Codepar), celebrou contrato para compra de 33% das ações da Companhia Brasileira de Lítio (CBL). A operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A CBL, que tem mais de 1,3 milhão de toneladas de reservas certificadas de espodumênio, é a única empresa brasileira produtora de carbonato e hidróxido de lítio. 
Com essa aquisição, a Codepar confirma a estratégia do Governo de Minas Gerais de diversificar a economia do estado e reduzir as desigualdades sociais, investindo em todos os elos das cadeias de valor dos materiais portadores do futuro.
A participação da Codepar no capital da CBL assegura seu crescimento, combinada com o aporte do Fundo Aerotec no capital da empresa Oxis Energy.
Além disso, permite a Minas Gerais criar uma plataforma industrial robusta e integrada, capaz de sustentar o desenvolvimento das mais avançadas soluções de armazenamento de energia para os nascentes mercados de mobilidade elétrica e geração distribuída.
Com o investimento, o Governo de Minas Gerais evidencia seu alinhamento estratégico em prol da inovação, do desenvolvimento e da competitividade do estado no cenário internacional.

Deputado estadual Jean Freire, presidente da Comissão de Participação Popular, propõe que as riquezas minerais do Vale possibilitem a instalação de indústrias na região. 
Audiência Pública vai debater uso do lítio no desenvolvimento industrial do Vale
O deputado estadual Jean Freire (PT-MG) vem lutando para a instalação de uma fábrica de baterias, no Médio Jequitinhonha, aproveitando a matéria -prima das grandes jazidas de lítio e feldspato existentes no subsolo do Vale.  
Há mais de 2 anos, o deputado vem discutindo com a CODEMIG - Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais a exploração das grandes potencialidades do Vale do Jequitinhonha tanto na área do turismo cultural, quanto no incremento à produção da agricultura familiar e na mineração sejam fatores de geração de renda e trabalho na própria região.
Em 18 de dezembro de 2017, o deputado aprovou a proposta da realização de uma Audiência Pública, na Comissão de Participação Popular da Assembléia Legislativa de Minas Gerais, que deverá ser marcada para breve para debater e apontar alternativas para o aproveitamento de recursos minerais em industrias no próprio Vale do Jequitinhonha.
O parlamentar registra que a exploração do mineral exigirá do poder público ações nas áreas ambiental, trabalhista e tributária, entre outras.
Codepar e FIP Aerotec
A Codepar é uma subsidiária integral da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) dedicada a participar minoritariamente de empreendimentos em parceria com o setor privado.
Aerotec é um fundo de investimento em participações (FIP), criado pela Codepar para investir em empresas dos setores aeroespacial, defesa e novos materiais que apresentem alto potencial de crescimento, além de faturamento bruto anual de até R$ 200 milhões e sede social ou atuação relevante no território mineiro. 
O FIP Aerotec é gerido pela Confrapar e abrange distintos empreendimentos, como as empresas Altave, Flapper e Oxis Energy.
CBL e Oxis Energy
A Companhia Brasileira de Lítio é uma sociedade anônima de capital fechado, fundada em 1986. Além das plantas de beneficiamento nos municípios mineiros de Divisa Alegre e Araçuaí, a empresa possui escritório em São Paulo. A CBL emprega cerca de 310 colaboradores, sendo 300 em Minas Gerais.
Por sua vez, a Oxis Energy é uma empresa britânica de tecnologia focada no desenvolvimento e fabricação de células de baterias de lítio-enxofre. 
O aporte do FIP Aerotec na Oxis Energy representa uma participação em torno de 10% no capital da empresa. A Oxis Energy criou a Oxis Brasil, cuja sede está instalada na RMBH.
Com informações da Codemig e Agência Minas

Leia mais sobre o lítio, sua exploração, produção industrial e aplicações na vida humana:

Prefeitura de Araçuaí divulga resultado final do Processo Seletivo

Resultado foi divulgado pela empresa responsável pelo concurso.

Foto: Gazeta de AraçuaiConfira resultado final do Processo Seletivo realizado pela prefeitura de Araçuai
Prédio onde atualmente funciona a prefeitura de Araçuai
Já está disponível no site  da Gazzinelli Consultoria o resultado do processo seletivo realizado no início de fevereiro deste ano,  pela prefeitura de Araçuai, no Vale do Jequitinhonha,  para contratação de mais de 300 profissionais de todos os níveis de escolaridade.
 Com jornadas de trabalho que vão de 20 a 40 horas semanais;  as remunerações vairam entre R$ 955,70 e R$ 15.417,76.
Confira o resultado clicando no link abaixo.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Lula, preso político

por Guilherme Boulos — publicado 16/04/2018 00h15, última modificação 13/04/2018 09h37

A resistência no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entra para a história do país.
René Ruschel
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Contra o fascismo, contra a barbárie, não se brinca. Ou nos unimos ou morremos
No sábado 7 o juiz Sergio Moro realizou seu último ato espetacular ao prender o ex-presidente Lula. Foi o dia D da Operação Lava Jato. Consumou-se a farsa judicial, marcada por uma condenação sem provas, um processo repleto de irregularidades e o flagrante desrespeito da maioria do Supremo Tribunal Federal à Constituição, no que tange à prisão sem trânsito em julgado.
O processo do triplex era, de longe, o mais frágil de todos os movidos contra Lula, ao ponto de fazer lembrar O Processo, de Franz Kafka. Mas era o único capaz de inviabilizar sua candidatura, dados os prazos judiciais.
Foi uma condenação sob encomenda, com viés casuístico e eleitoral. Manteve-se a aparência do rito judicial, em alguns momentos nem isso, mas as cartas estavam marcadas. Visivelmente, Moro e os trigêmeos do TRF4 tinham pronto o juízo condenatório antes mesmo de qualquer audiência. A defesa não era escutada, apenas tolerada ritualmente. Lula é, portanto, um preso político.
Por essa razão, os dias de resistência no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo ganharam uma conotação histórica. Um capítulo a mais numa história bem conhecida, um déjà-vu da conjuntura que levou ao suicídio de Getúlio Vargas e à derrubada de Jango.
Uma vez mais o Brasil diante de sua disjuntiva eterna: ante uma mobilização popular de resistência, por Lula, pela democracia e por um horizonte de consolidação de direitos de todos, a faca afiada e arbitrária de Moro, que tudo pode. A faca odiosa da hipocrisia do novo paladino da moral da casa-grande. Daquele que vive em apartamento próprio, e confortável, mas recebe seu auxílio-moradia como “jeitinho” para atualizar um salário exclusivo a menos de 1% dos brasileiros.
Diante de um quadro tão flagrante de afronta à Constituição e aos direitos de Lula a um juízo justo e imparcial, o aspecto mais funesto do ponto de vista jurídico se revelou com o apequenamento do Supremo às permanentes chantagens da Rede Globo e às ameaças por parte de uma corporação militar, historicamente impune no nosso País. A mesma Rede Globo que, recordemos, no primeiro dia da ditadura de 1964, noticiou: “Ressurge a democracia no Brasil”.
Leia também:

No caso dos militares, a situação é ainda mais preocupante. Não por se tratar da enésima bravata anacrônica e corporativista, recorrentes nas últimas décadas, de algum general de pijama. Desta vez, atentando diretamente contra o próprio código disciplinar das Forças Armadas, quem se colocou politicamente foi o próprio comandante do Exército Brasileiro, o general Eduardo Villas Bôas. O que deveria ser tratado como uma questão de Estado, para o golpista Michel Temer e seu ministro da Defesa tratou-se de mera questão de liberdade de expressão.
O efeito mais deletério dessa espiral antidemocrática e fascista seria revelado, porém, no seio da sociedade brasileira, com uma escalada de ódio, sectarismo e intolerância. A intervenção militar no Rio de Janeiro seria sua expressão institucional. Os ataques à Caravana de Lula, a coroação social de acosso e censura experimentados nos últimos meses.
Lembremos das exposições culturais fechadas por razões ideológicas, com manifestos episódios de agressões físicas e intolerância, como aqueles que sucederam recentemente em São Paulo nas palestras da filósofa americana Judith Butler. A maior e mais grave expressão foi o bárbaro assassinato da nossa companheira Marielle Franco, que, apesar de comover o País, passado um mês de sua morte, continuamos sem saber quem disparou os tiros.
A situação obriga a nós, democratas, a uma reflexão profunda. Se não for por disposição política, que seja então por uma questão de sobrevivência: contra o fascismo, contra a barbárie, não se brinca. Ou nos unimos ou morremos. Quantos mais de nós necessitam ser presos? Quantos mais de nós necessitam ser mortos?
Quem diria que 30 anos após a Constituição que selou o fim da ditadura no Brasil, ainda teríamos de continuar a assistir à morte de quem defende o que acredita e outros serem presos por decisão política.
Diante dessa situação, urge uma Frente Democrática e Antifascista. Nesses momentos nos quais a História se acelera, não existe espaço para dúvida. A besta do fascismo pôs suas garras para fora. É nosso dever nos unir para enfrentá-la, nas ruas e nas urnas.
Enfrentá-la por justiça no caso de Marielle Franco, pela liberdade de Lula... E pelo resgate da democracia e pelo respeito à vontade soberana do povo.
Fonte: www.cartacapítal.com.br

Vox Populi confirma: Lula term 47% das intenções de votos ou 54% dos válidos.

VOX POPULI: 

LULA FICOU MAIS FORTE APÓS PRISÃO.

Venceria as eleições presidenciais no primeiro turno.
Ricardo Stuckert
Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Lula, mesmo depois de ter sido preso, mantém a liderança e até ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro; 

Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016); 

Na pergunta estimulada, Lula alcança 47% de intenções de voto ou 54% do total de votos válidos. Portanto, ganharia no primeiro turno; 

Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB, 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB; 

Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça; 
Confira a íntegra da Pesquisa.
247 – Pesquisa do Instituto Vox Populi, realizada entre os dias 11 e 15 de abril, mostra que o ex-presidente Lula, mesmo depois de ter sido preso, mantém a liderança e até ampliou sua vantagem sobre os demais candidatos às eleições de outubro.
Segundo a pesquisa, 41% dos brasileiros consideram que Lula foi condenado sem provas, 44% consideram que a prisão de Lula foi injusta e 58% acham que ele tem o direito de ser candidato novamente à presidência da República, mesmo depois da prisão.
Na pergunta espontânea sobre intenção de votos para presidente da República, Lula marcou 39% (eram 38% na pesquisa Vox de dezembro de 2016).

Na pesquisa estimulada, Lula teria 47% ou 54% dos votos válidos. Ou seja, ganharia no primeiro turno.
Nos cenários comparáveis de segundo turno, Lula marca 56% x 12% contra Geraldo Alckmin do PSDB (eram 50% x 14% em dezembro), 54% x 16% contra Marina Silva, da Rede, (eram 52% x 21%) e 54% x 20% contra Joaquim Barbosa, do PSB (eram 52% x 21%).
Segundo o diretor do Vox Populi, Marcos Coimbra, a pesquisa mostra que aumentou o sentimento de que o ex-presidente é vítima de uma injustiça e de que recebe um tratamento desigual por parte do Judiciário".
A pesquisa constata o aumento da simpatia ao PT e a diminuição da rejeição a Lula. "A prisão de Lula, da forma como ocorreu, parece ter afetado a visão do cidadão comum, de forma a torná-la mais favorável ao ex-presidente", avalia Coimbra.
Confira aqui a íntegra da pesquisa.
Fonte: brasil247.com


Vale do Jequitinhonha: Êxodo rural deixa cidades fantasmas


Sem opção de trabalho, novas gerações de famílias acabam saindo da região. Roçado é dos poucos bicos ofertados.


A Vila São José, em Jenipapo de Minas, é o retrato da falta de oportunidades na região(foto: Solon Queiroz/Especial para o EM )
postado em 17/04/2018 07:00 / atualizado em 17/04/2018, às 08:07 h, no Estado de Minas.
Minas Novas/Chapada do Norte/Jenipapo de Minas/Araçuaí – Tal como a pobreza e a seca predominantes no Vale do Jequitinhonha, o êxodo rural é um fenômeno antigo na região, diante da saída de milhares de pessoas em busca de sustento no corte de cana-de-açúcar, na colheita de outras lavouras e em atividades desenvolvidas em lugares distantes. Nos últimos anos, a saída dos moradores se intensificou, multiplicando, na zona rural, o número de casas abandonadas. 


O cenário de cidade fantasma surge em diversas comunidades, a exemplo da Vila São José, em Jenipapo de Minas, como constatou a equipe do Estado de Minas ao percorrer o vale.


Em um paradoxo, a própria redução da oferta de trabalho nas áreas das usinas de açúcar e álcool do interior de São Paulo, onde a mecanização da colheita da cana expulsou os boias-frias, acabou contribuindo para aumentar o abandono das localidades rurais, também influenciado pelo agravamento dos efeitos da seca, que se intensificou nos últimos anos.

Isso porque a migração para o corte de cana é temporária: o marido deixa para trás a mulher e os filhos, para quem envia mensalmente o dinheiro ganho no duro trabalho braçal, que garante a feirinha e ajuda a movimentar o comércio nos pequenos municípios. Sem o trabalho temporário nas usinas – ou nas colheitas de café – e sem nenhuma perspectiva de alguma melhoria no lugar de origem, o jeito é se mudar para a cidade grande em busca de alguma oportunidade de trabalho, normalmente, na construção civil ou em algum serviço doméstico, devido à falta de instrução, indo embora com toda a família.

“A mecanização do corte de cana criou uma situação muito delicada para os trabalhadores daqui. Acabou o serviço. O pessoal tem que migrar mesmo, caçar algum servicinho fora. Na nossa região não tem empresas e chove muito pouco”, lamenta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jenipapo de Minas, Antonio Pereira de Aguilar.

“Acho que teriam que trazer mais projetos de geração de empregos para que as pessoas que antes migravam para as usinas pudessem permanecer na região. Se tiver emprego, o pessoal não sai”, afirma Aguilar. “O trabalho no corte de cana gera sofrimento por ser um serviço pesado pelo fato de os homens terem que ir para longe. Mas sempre teve o lado bom, por garantir a sobrevivência das famílias aqui mesmo”, comenta Monica Moreira de Caldas, auxiliar administrativa do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Jenipapo de Minas, cujo pai é um ex-cortador de cana, e, durante 24 anos seguidos, viajou para a labuta nas usinas do interior de São Paulo em busca de alguma renda para criar os seis filhos, deixados na zona rural de Jenipapo de Minas.

“Tenho orgulho de meu pai ter viajado muito tempo para o corte de cana, em busca do nosso sustento. Hoje, infelizmente, muitas pessoas querem trabalhar nas usinas, mas não encontram serviço e precisam ir embora”, reclama Mônica. Ela também comenta: “Não tenho lembrança do meu pai quando era pequena. Minha mãe conta que nasci em julho e ele estava fora e só voltou em dezembro. Eu estranhava ele”, conta.

Mônica é casada e mãe de uma filha de 3 anos. O marido dela, Vantuil Ferreira de Souza, de 30, também viaja para trabalhar fora. Durante vários anos trabalhou em usinas de açúcar e álcool em São Paulo, como “motorista de safra”. Agora, trabalha numa mineradora em outra região de Minas.

Gerações separadas

 A necessidade de buscar trabalho fora e melhores condições de vida separa gerações da mesma casa. Muitos daqueles que antes viajavam para cortar cana, hoje, com idade mais avançada, estão longe dos filhos. Esse distanciamento é verificado na casa da aposentada Maria do Rosário Soares, de 68, moradora da localidade de Gravatá, no município de Chapada do Norte. Ela é mãe de sete filhos, que foram criados na maior parte do ano longe do pai, que viajava para o corte de cana em São Paulo.

Hoje, Maria do Rosário tem a presença permanente do marido, Joaquim Alves Soares, de 74, que está aposentado. Mas, tem somente a companhia de uma filha, Edileusa Soares Alves, cujo marido também migra todo ano para buscar o sustento em outras regiões. “Eles estão todos esparramados pelo mundo afora”, afirma a aposentada, se referindo à saída dos filhos para Belo Horizonte e São Paulo, em busca de trabalho.

Em Gravatá, a reportagem do EM encontrou várias casas abandonadas, com o aspecto de cidades fantasmas. A moradora Edileusa lamenta o esvaziamento da zona rural. “O pessoal quer ficar. Mas não tem jeito. As condições estão muito complicadas. Falta emprego”, reclama. Segundo ela, o único serviço que aparece de vez em quando na região é de capina ou roçado, com a remuneração de R$ 30 a R$ 50 por dia.


Em alguns casos, antigos moradores construíram casas confortáveis. Com a falta de emprego e renda, tiveram que deixar as habitações abandonadas, mas não perderam o vínculo com as origens, retornando pelo menos uma vez por anopara rever os parentes. Uma das casas vazias de Gravatá pertence a um antigo morador, que se mudou para Santos, no litoral paulista. “Ele só costuma vir aqui no final do ano”, informa Edileusa.

Produção local pode ser a saída


O estímulo à criação de arranjos produtivos locais, como a produção de artesanato, “uma das alternativas para conter o êxodo rural e melhorar as condições dos moradores do Jequitinhonha, altamente atingido pelo desemprego, “herança” ou não da mecanização do corte de cana em São Paulo. A sugestão é de Anderson Bertholi, pesquisador do Departamento de Geociências da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Ele coordenou a pesquisa “Os reflexos da transumância na organização sócio-espacial de Minas Novas – Os órfãos da cana”, que avalia as consequências da migração na região.

“A saída dos trabalhadores, agora dispensados pela economia de monopólio da cana para outros setores como o da construção civil, ainda não pode ser considerada um movimento consolidado”, diz Bertholi. O pesquisador ressalta que o estudo realizado pela Unimontes pode servir não somente para “expor uma ferida de décadas e que agora ganha contornos de drama”, mas também para “clarear outras possibilidades criadas pelo novo modelo de organização implementado pelas “viúvas de maridos vivos”. Na avaliação de Bertholi, esse modelo é o da “valorização da cultura local, dos produtos camponeses, da arte do barro, da palha, da culinária que valoriza essas formações ímpares desses rincões brasileiros”.

Solidão como destino

Além de casas fechadas, a migração em busca de oportunidades de trabalho provocou no Vale do Jequitinhonha o isolamento de pessoas idosas, que perderam passo a passo a companhia dos parentes. É a situação de Maria Zilda de Matos, de 66 anos,  produtora rural em Chapada do Norte.  Criada numa família de 12 irmãos, ela não se casou e não teve filhos. Perdeu a mãe aos 14 anos e ajudou a criar sete irmãos mais novos.

O pai de Maria Zilda era migrante e, todos os anos, viajava para trabalhar no corte de cana. Ela conta que, ao chegar na fase adulta, cinco irmãos seguiram o caminho do pai e também se empregaram como cortadores de cana no interior de São Paulo. “Como meus irmãos ficavam fora, eu também cuidava dos meus sobrinhos.”

Com a seca e a falta de oportunidades na região, os irmãos e os sobrinhos dela foram embora de vez, em busca de trabalho em São Paulo. Com a morte do pai, Maria Zilda, hoje, mora sozinha, cuidando de sua propriedade, na localidade de Gravatá. Antigos moradores, que eram seus vizinhos mais próximos, também migraram. “Moro com Deus, que é a nossa salvação e minha companhia”, diz a agricultora, que atua como líder comunitária na região.

Apesar da solidão, Maria Zilda não desanima e cuida da pequena propriedade, onde planta lavoura e cria pequenos animais. Assume serviços pesados, como o carregamento de lenha nos braços. “Hoje, as coisas estão mais difíceis. As despesas na roça eram menores. A gente usava roupa de algodão feita em casa. Não tinha que comprar roupas. Também não tinha despesa com telefone, essas coisas”, observa.

Na zona rural de Jenipapo de Minas, a reportagem do EM se deparou com a aposentada Salvina Carvalho Rocha, viúva, de 80 anos. “Aqui, mora somente eu e Deus”, diz. Ela teve seis filhos, dos quais somente dois estão vivos, mas “saíram pelo mundo” em busca de trabalho.  “Antigamente, tinha muita gente novata aqui, Mas hoje, um cado morreu e outros saíram do lugar. Aqui ninguém planta mais roça porque não chove. Quando planta, não dá nada. Aí, o povo esmoreceu”,  afirma. “Tá ruim para todo mundo. Pra mim não tá pior porque estou aposentada”, disse.

Salvina mora perto do povoado de Vila São José, a 12 quilômetros da área urbana. O lugarejo ganhou o aspecto de cidade fantasma, pois a maioria dos antigos moradores foram embora,  à procura de trabalho. Todos os antigos pequenos estabelecimentos comerciais da vila, como uma sorveteria e um boteco, estão fechados. 

Lula: Outro Nobel da Paz indica ex-presidente para o prêmio


Adolfo Pérez Esquivel
Buenos Aires, Argentina
13 DE ABR DE 2018 — O egípcio Mohamed El-Bardei, que em 2005 recebeu o Prêmio Nobel da Paz em nome da Agência Internacional de Agência Atômica, aderiu à campanha internacional para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receba o Prêmio Nobel da Paz.

Este movimento foi lançado pelo argentino Adolfo Perez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, e aponta que Lula, em cujos governos 36 milhões de brasileiros saíram da miséria, é uma das pessoas que mais combateram a fome e as injustiças no mundo. 

Convidado pelo ex-chanceler Celso Amorim a aderir à campanha, El-Baradei autorizou que nome fosse divulgado. Até agora, mais de 210 mil pessoas já assinaram o abaixo-assinado.

A assinatura de El-Baradei também é extremamente simbólica porque ele acompanhou as negociações conduzidas pelo Brasil e pela Turquia sobre o programa nuclear iraniano.

Para assinar, acesse a https://www.change.org/nobelparalula
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