quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

INSS vai fazer pente-fino para revisar mais de 2 milhões de benefícios

O Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário informou nesta terça-feira (17/1/2017) que mais de dois milhões de pessoas serão convocadas por carta pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por conta de uma revisão criteriosa que será realizada nos benefícios pagos atualmente pelo órgão. Serão notificados 840.220 beneficiários de auxílio-doença e 1.178.367 aposentados por invalidez.

O objetivo do “pente-fino” é corrigir irregularidades na manutenção de benefícios. A previsão do Ministério é que todo o processo dure dois anos. A ação está regulada pela Medida Provisória 767, publicada do Diário Oficial da União no dia 6 de janeiro e pela Portaria Interministerial Nº 9, publicada nesta segunda-feira (16.01).
A convocação dos segurados vai ser feita por meio de carta com aviso de recebimento. A partir do comunicado, o beneficiário tem cinco dias úteis para agendar a perícia médica pelo telefone 135. Se ele não cumprir esse prazo ou não comparecer na data agendada, terá o benefício suspenso. Nesse caso, o segurado deve procurar o INSS e agendar a perícia para reativar o auxílio.
O INSS orienta que os segurados levem toda a documentação médica disponível, como atestados, laudos, receitas e exames para serem apresentados no dia da perícia.
O balanço feito até 31 de outubro de 2016 revelou que das 20.964 perícias realizadas no período, 16.782 benefícios foram encerrados na data de realização do exame, gerando uma economia de R$ 220 milhões para o Fundo da Previdência.
Fonte: Agência Brasil

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Já são 53 mortes suspeitas de febre amarela, diz Secretaria de Saúde.

ComparA Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou, na tarde desta terça-feira (17/1/2017), que subiu para 53 o número de mortes investigadas no estado por suspeita de febre amarela. O total de casos notificados passou de 152 para 184.

Mosquito haemagogus janthinomys, que também transmite a febre amarela (Foto: Reprodução).

Das 53 mortes, 22 já são consideradas casos prováveis e pendentes de um resultado de exame laboratorial. Essas ocorrências foram em seis municípios do Vale do Rio Doce – Piedade de Caratinga (4), Ubaporanga (1), Ipanema (2), Imbé de Minas (1), Itambacuri (1), São Sebastião do Maranhão (1) – e em quatro do Vale do Mucuri – Ladainha (8) e Malacacheta (2) Poté (1) e Setubinha (1).
Já as notificações de casos suspeitos subiram, em relação ao último balanço, de 152 para 184. Segundo a secretaria, 37 são casos prováveis – 35 homens, com média de idade de 42 anos; e 2 mulheres. Entre os sintomas da febre amarela estão dores de cabeça e musculares, náuseas, vômito, febre alta, calafrios e cansaço.
A cidade com maior número de notificações é Ladainha, onde 38 suspeitas foram registradas. Na sequência, aparecem cinco cidades do Vale do Rio Doce: Caratinga, com 24 registros, São Sebastião do Maranhão (21), Imbé de Minas (14), Piedade de Caratinga e Ipanema (13 cada).
Também há ocorrência de casos suspeitos em Água Boa (1), Alpercata (1), Alvarenga (1), Entre Folhas (2), Inhapim (2), Ipatinga (2), Itambacuri (8), Itanhomi (1), São Domingos das Dores (1), São Pedro do Suaçuí (1), e Ubaporanga (6), no Vale do Rio Doce.
As cidades com casos suspeitos no Vale do Mucuri são Frei Gaspar (2), Malacacheta (4), Novo Cruzeiro (4), Poté (9) e Setubinha (1), Simonésia (2), e Teófilo Otoni (8).
Reforço de vacinas
Também nesta terça-feira (17), a Secretaria de Saúde de Minas solicitou ao Ministério da Saúde, nesta terça-feira (17), o envio de mais 2 milhões de doses de vacinas contra a febre amarela. Até o momento, o estado recebeu cerca de 1,5 milhões de doses, sendo que destas 957 mil foram entregues nesta segunda-feira (16) e o restante deve ser entregue hoje.
A secretaria informa que, do montante de 2 milhões de doses, 550 mil devem ser encaminhadas ao estado até a sexta-feira (20). Ainda de acordo com a secretaria, todas as doses serão destinadas para as populações das áreas onde há surto, cidades nas regiões Leste e Zona da Mata de Minas Gerais. As demais regiões continuam a receber o fluxo de rotina, uma vez que a vacina está no calendário de imunização do estado.
A secretaria ainda informou a quantidade que vacinas que cada cidade onde há regional de saúde recebeu até esta segunda-feira (16).
- Governador Valadares: 145 mil
- Diamantina: 40 mil
- Manhumirim: 130 mil
- Teófilo Otoni: 252 mil

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de uma semana se não for tratada rapidamente. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é transmitida por mosquitos e comum em macacos, que são os principais hospedeiros do vírus.
Em Minas, conforme a SES, 17 cidades tiveram registro de morte ou aparecimento de primatas doentes. As cidades estão localizadas nos vales do Rio Doce e Mucuri e na Zona da Mata.
Informe Epidemiológico da Febre Amarela 17/01

Link do Informe Epidemiológico da Febre Amarela 17/01 (clique aqui)

Prefeito de Teófilo Otoni é eleito presidente da AMUC

O Prefeito de Teófilo Otoni, Daniel Sucupira, foi eleito por aclamação nessa terça-feira (17/1/2017), como o novo presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Vale do Mucuri (AMUC). A eleição aconteceu na sede da associação e contou com a presença de aproximadamente 30 prefeitos e lideranças políticas da região.

Nos últimos quatro anos o município de Teófilo Otoni não participou da AMUC como filiado. A partir de agora Teófilo Otoni volta como protagonista da associação, que presta serviços de assessoria em projetos, educação e administração, apoiando os municípios em seus desenvolvimentos.
Em seu discurso aos prefeitos, Daniel Sucupira frisou que Teófilo Otoni se furtou do seu papel de cidade pólo nos últimos anos. “Nossa cidade não pagou o Samu, não participou do consórcio intermunicipal de saúde, não participou da associação dos municípios. Vivemos em um município que tem um potencial que não é explorado. Eu vejo a Amuc como instrumento de desenvolvimento da região e podemos ampliar os trabalhos feitos aqui. Um exemplo é o registro de preços e licitações públicas, para que nossos municípios economizem nas licitações municipais. Podemos montar uma equipe eficiente nessa área de gestão pública para assessorar nossos prefeitos. Temos de ver a Amuc como instrumento que possa viabilizar os consórcios intermunicipais, a construção de uma gestão ampliada em diversas áreas”, ressaltou Sucupira.
Prefeito de Teófilo Otoni é eleito presidente da AMUC (Divulgação)

O prefeito de Poté, Nego Sampaio, destacou a importância da Amuc para o Vale do Mucuri. “O órgão tem grande importância na união dos municípios do Vale do Mucuri, pois um associativismo fortalecido trará mais possibilidade ao desenvolvimento regional, e é o que todos anseiam. Parabenizo Sucupira pela atitude de colocar Teófilo Otoni de volta na AMUC e também como novo presidente”, concluiu.
A nova diretoria da Amuc ficou assim definida para a gestão 2017:
Presidente: Daniel Batista Sucupira
1° Vice-presidente: Henrique Luiz da Mota Scofield (Itambacuri)
2° Vice presidente: Alfeu Oliveira Amador Filho (Águas Formosas)
Secretário Geral: Gildesio Sampaio de Oliveira (Poté)
Conselho Fiscal – Membros efetivos:
Arthur Rodrigues da Silva (Santa Helena de Minas)
Marcondes de Oliveira e Souza (Campanário)
Acássio Vieira de Azeredo Coutinho (Carlos Chagas)

Suplentes do Conselho Fiscal
Lauro Alves Franco (Frei Gaspar)
Aristides Angelo Rossi Depolo (Bertópolis)
Alexandre Rodrigues Batista (Itaipé)

Fonte: Ascom Prefeitura de Teófilo Otoni

6 homens têm a mesma riqueza que 100 milhões de brasileiros juntos


Do UOL, em São Paulo
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Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.
A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista "Forbes" e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.
De acordo com a "Forbes", as seis pessoas mais ricas do Brasil são:
  • Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Joseph Safra, dono do banco Safra
  • Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  • Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
  • João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo
A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a "Forbes".
Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.

Melhora entre 2001 e 2012

No caso do Brasil, a ONG afirma que os salários dos 10% mais pobres da população brasileira aumentaram mais que os salários pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012.
"Em muitos países em desenvolvimento nos quais as disparidades salariais estão crescendo, a diferença de remuneração entre trabalhadores com diferentes habilidades e níveis de formação é um grande impulsionador da desigualdade", diz o relatório da Oxfam, intitulado "Uma economia para 99%".

Desigualdade é semelhante no mundo

A desigualdade é praticamente a mesma no cenário global. No mundo, apenas oito bilionários acumulam a mesma quantidade de dinheiro que a metade mais pobre da população do planeta, ou seja, 3,6 bilhões de pessoas juntas, segundo a ONG.
Entre os oito mais ricos do mundo estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, o dono da rede de moda Zara, Amancio Ortega, e o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg.
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Fotógrafa captura a pobreza dos que vivem com US$ 1 por dia8 fotos

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Fati, oito, tem malária e trabalha com outras crianças em um lixão em Acra, Gana. Ela procura metais, como aparelhos eletrônicos jogados no lixo, para revender. A fotógrafa Renée C. Byer testemunhou uma série de dificuldades dos que vivem nesta situação. O projeto contou com o apoio da The Forgotten International, uma organização sem fins lucrativos de San Francisco, nos EUA, que trabalha para combater a pobrezaVEJA MAIS >Imagem: Renée C. Byer


MEMÓRIA CULTURAL: HISTÓRIA DA VELA

O QUE VOCÊ SABE SOBRE A HISTÓRIA DA VELA?

Um ato comum de muita gente, é acender uma vela, seja por devoção, seja para decorar ou aromatizar um ambiente, existem velas em vários formatos, tamanhos, cores e perfumes, mas a vela  teria surgido no século X antes de Cristo, confeccionadas a partir de juncos, besuntados com sebo (gordura animal), por volta do ano 50.000 a.C. eram usados pratos ou cubas com gordura animal, tendo como pavio algumas fibras vegetais, apresentando uma diferença básica em relação às velas atuais de parafina. A gordura que servia de base para a queima encontrava-se no estado líquido.

Na Idade Média criou-se as velas a partir da cera de abelhas, pois o sebo dos animais causava um odor desagradável, mas utilizavam os dois modos de vela, sendo a segunda vendida por valor alto, devido a necessidade de muita cera, desta forma surge artesãos, especializados nesta fabricação; estes criaram adereços para a colocação das velas como: castiçais de madeira ou de prata, tornando o comércio ainda mais  lucrativo.

Tem-se relatos feitos pelo químico amador Josehp Priestley, em agosto de 1774, que concluiu que, se a chama de uma vela se tornava mais forte e viva na presença de oxigênio puro, reação semelhante deveria ser observada em pulmões adoentados quando estimulados com este mesmo oxigênio.

No século XVI as velas passam a ser vendidas a preços mais populares, criando inclusive suportes mais simples, somente com o surgimento do gás no século XIX as velas começam a ser substituídas, mas nas camadas pobres este tipo de iluminação perdurou por muito tempo. Para proteger a indústria, o governo inglês proibiu que as velas fossem fabricadas em casa sem a posse de uma licença especial.

Em 1811, um químico francês chamado Michel Eugene Chevreul descobriu que o sebo não era uma substância única, mas sim uma composição de dois ácidos gordurosos combinados com glicerina para formar um material não-inflamável. Removendo a glicerina da mistura de sebo, Chevreul inventou uma nova substância chamada "Esterine", que era mais dura que o sebo e queimava por mais tempo e com mais brilho. Essa descoberta impulsionou a melhora na qualidade das velas e também trouxe, em 1825, melhorias ao fabrico dos pavios, que, devido à estrutura da vela, deixaram de ser mechas de algodão para se tornar um pavio enrolado, como conhecemos hoje. Essa mudança fez com que a queima da vela se tornasse uniforme e completa ao invés da queima desordenada, característica dos pavios de algodão.

 Em 1830, teve início a exploração petrolífera e a parafina era um subproduto do petróleo. Por ser mais dura e menos gordurosa que o sebo, a parafina se tornou o ingrediente primário nas velas. Em 1854 a parafina e o esterine foram combinados para fazer velas muito parecidas com as que usamos hoje. No ano de 1921 foi criado o padrão internacional de velas, de acordo com a intensidade da emissão de luz gerada por sua queima. O padrão tomava por base a comparação com a luminosidade emitida por lâmpadas incandescentes.

 Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias de iluminação, este padrão não é mais utilizado como referência nos dias de hoje, mas as velas ganharam incrementos e continuam com toda sofisticação em lugares profanos, santos ou sem nenhuma designação, pois as velas conservam  a crença da esperança, harmonia e paz aos lugares em que se faz uso de manter vela acesa.

Fonte: http://espacolivre-jopinto.blogspot.com.br/

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Integrantes do MST ocupam fazenda, em Capitão Enéas, no Norte de Minas

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, nesta segunda-feira,(16/1/2017), a Fazenda Norte América no município de Capitão Enéas, no Norte de Minas. Segundo a liderança da ocupação, 150 famílias participam da ação.

Ocupação foi na madrugada desta segunda-feira (Foto: Geanini Hackbardt/Divulgação)
Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Militar, uma equipe do destacamento em Capitão Enéas acompanha a ocupação, que segue de forma pacífica até a tarde desta segunda-feira. Segundo o grupo, o movimento vai permanecer no local por tempo indeterminado.
O movimento afirma que a fazenda possui cerca de três mil hectares e, atualmente, pertence a Associação Educativa do Brasil (Soebras). Eles alegam também que as terras foram adquiridas pela Soebras em um leilão, devido a uma dívida da fazenda com um banco federal. O movimento alega que a Associação não pagou o valor da compra e que apenas parte das terras é utilizada para a criação de cavalos de raça.
“Nós acreditamos que esta fazenda seja usada para a lavagem de dinheiro. Aqui possui uma clínica particular para os animais. Então, a gente denuncia este processo de corrupção e reivindica o direito de trabalhar”, afirma uma das líderes do movimento, Geanini Hackbardt.
A Soebras negou que ela ou os fundadores da associação sejam os proprietários da Fazenda Norte América. Ela afirmou que a fazenda possui convênio com a Soebras para as aulas práticas dos cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia.
A Associação diz também que, atualmente, a fazenda é uma propriedade produtiva e possui dezenas de funcionários.
Fonte: G1 Grande Minas

Vale do Jequitinhonha: Chacina de Caraí tem investigação especial de policiais de Belo Horizonte.

Assassinato de 5 pessoas da mesma família foram assassinadas no dia 11 de janeiro, na zona rual de Caraí.

As pessoas, da mesma família, estavam desaparecidas desde 11 de janeiro. As vítimas foram identificadas como Lecino Alves da Sival, de 28 anos, Dilvan Silva Alves, de 31, Jorgimar Teles da Cruz, de 17, Elizabete Alves da Silva, de 50, e Analícia Teles da Cruz Alves, de 27.

De acordo com a Polícia Militar (PM), os corpos estavam ao lado do veículo VW/Gol, placa GOR-2389. As vítimas estavam desaparecidas desde a noite de quarta-feira (11) quando foram retiradas de casa, no Córrego Tibuna, zona rural de Novo Cruzeiro, por cinco homens fortemente armados e uniformizados como policiais.
Segundo a polícia, a família estava em uma fazenda na zona rural de Novo Cruzeiro. Na noite de quarta-feira, cinco homens fortemente armados – usando toucas e alguns com os rostos cobertos -, entraram no local, se identificaram como policiais e retiraram cinco pessoas do imóvel, dizendo que elas seriam ouvidas por um delegado em Teófilo Otoni. As vítimas foram algemadas com os braços para trás e levadas em dois carros, um deles da família.
No dia seguinte, um dos familiares das vítimas procurou a delegacia de Novo Cruzeiro para perguntar onde eles estavam e acabou descobrindo que não houve prisão. Os policiais registraram uma ocorrência dos desaparecimentos e furto do veículo.
De acordo com a polícia, os corpos foram encontrados no sábado na comunidade de Córrego dos Dourados, no município de Caraí, ao lado do carro da família. Já em estado de decomposição, eles apresentavam marcas de tiros na cabeça. Após a perícia, os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML) e liberados para o sepultamento. Ainda não há informações sobre a motivação do crime.

Vítimas foram sequestradas quarta passada (Foto: Cedida por Cristina Moutinho).

Entenda o caso
Uma testemunha relatou à PM, que os suspeitos estavam com um papel com os nomes anotados, chamaram as vítimas e alegaram que elas seriam levadas para prestarem depoimento na Delegacia de Teófilo Otoni. Lecino, Dilvan, Jorgimar, Elizabete e Analícia foram algemados com as mãos para trás e em seguida colocados em dois veículos.
Uma mensagem divulgada por policiais no WhatsApp diz que populares, que não quiseram se identificar, afirmaram que esta família chacinada estaria envolvida na morte de um filho de fazendeiro em Novo Cruzeiro. O crime bárbaro será investigado pela Polícia Civil.

Enterro da família
Os cinco corpos foram enterrados neste domingo (15.01), em um cemitério próximo ao distrito do Lufa, na zona rural de Novo Cruzeiro. O clima foi de muita tristeza e consternação de parentes e amigos das vítimas.

Corpos foram enterrados no domingo (Foto: Reprodução/WhatsApp).
Fonte: Estado de Minas

Governo de Minas: Demandas da população do Médio e Baixo Jequitinhonha nos Fóruns Regionais saem do papel

Recuperação de pontes e pavimentação de estradas são exemplos de obras prioritárias em execução pelo Governo do Estado.

O reforço na ponte sobre o Rio Jequitinhonha, em Almenara, foi uma das obras escolhidas, com participação popular, no Médio e Baixo Jequitinhonha.
Setores do comércio, indústria, agropecuária, assim como a população em geral, aguardam com expectativa a conclusão dos trabalhos de recuperação e reforço da estrutura da ponte sobre o Rio Jequitinhonha, no quilômetro 35 da MG-406, em Almenara, Território Médio e Baixo Jequitinhonha, no nordeste de Minas. 
A obra, com previsão de término para abril deste ano, está na lista das demandas da sociedade civil local nos Fóruns Regionais de Governo.
Segundo o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG), o cronograma de restauração da ponte segue dentro do prazo estabelecido pelo Governo de Minas Gerais e cerca de 50% do projeto já foi executado. O empreendimento, que tem investimento de R$ 6,5 milhões, inclui a recuperação da infra, meso e superestrutura da ponte (fundação, pilares e pista de rolamento)
O reforço da estrutura permitirá o aumento da capacidade de tráfego de cargas de 24 toneladas para 45 toneladas. Com a geração de cerca de 80 empregos diretos, a recuperação da ponte de Almenara começou em junho de 2016. Os trabalhos estão sendo feitos sem interrupção do tráfego local.
Mobilidade segura
Como uma das cidades-polo do Médio e Baixo Jequitinhonha, Almenara concentra serviços públicos federais e estaduais, que são referência também para os municípios do entorno. “É aqui que fica o hospital regional, por exemplo. Daí a importância dessa obra para garantir a segurança do fluxo de tráfego”, afirma Dalmo Costa, secretário executivo do Fórum de Governo no território.
A ponte sobre o Rio Jequitinhonha é estratégica para mobilidade da população e para economia local. O trecho é saída para várias cidades e faz conexão com a BR-367 e a BR-116 (Rio/Bahia). Por lá trafegam uma média diária de 700 veículos.
Expectativa
Os comerciantes, lojistas e representantes do agronegócio aguardam com expectativa a conclusão das obras. Segundo Paulo Cesar Guimarães, presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE), de Almenara, a reestruturação da ponte vai facilitar o escoamento de produtos da agropecuária, principalmente o gado de corte e o transporte de mercadorias para o comércio.
“A gente reconhece o esforço do Governo em atender o que é prioridade para a região. A segurança ao atravessar a ponte era nossa preocupação constante e isso está sendo solucionado”, diz o empresário Paulo César Guimarães, que também é presidente do Clube dos Diretores Lojistas (CDL) do município.
Para Guimarães, a ampliação do limite de peso para os veículos que transportam carga terá impacto positivo no comércio. “Isso conta muito porque reduz o tempo de viagem e o custo do frete. Hoje o tráfego no local está limitado a 24 toneladas. O veículo que está acima desse peso precisa fazer um desvio e percorrer um trecho de 90 quilômetros de estrada de chão”, observa.
Obra na ponte da MG-406 garante empregos e impulsiona economia da região - Foto: Divulgação/DEER-MG
Melhoramento e pavimentação de rodovia
Outras demandas da população nos Fóruns Regionais também estão em execução. Na lista também está a obra de melhoramento e pavimentação de 41 quilômetros nas rodovias MGC-367, MG-114 e LMG-677 entre a cidade de Virgem da Lapa e Ijicatu, no município de José Gonçalves de Minas.
O valor estimado do empreendimento é de R$ 68 milhões, incluindo obra, material betuminoso e desapropriação. A ordem de serviço para a execução do empreendimento foi dada pelo governador Fernando Pimentel, no mês passado.
A estrada, uma reivindicação histórica da população do Território Médio e Baixo Jequitinhonha, vai melhorar as condições de tráfego de pessoas, ônibus escolares e ambulâncias. Além disso, a pavimentação do trecho vai contribuir para o escoamento da produção de alimentos e minerais do Jequitinhonha e do Sul da Bahia.
Governo Pimentel autorizou a pavimentação de 41 km da LMG 677, no trecho Virgem da Lapa-Lelivéldia (município de Berilo)-Ijicatu (município de José Gonçalves de Minas), no Médio Jequitinhonha.
Prioridade
As obras citadas foram definidas pela população como prioritárias nos Fóruns Regionais de Governo. “Esse é um importante mecanismo de consulta popular que demonstra o olhar regionalizado do Governo e a sua disposição de ouvir o cidadão”, destaca o subsecretário dos Fóruns Regionais da Secretaria Extraordinária de Desenvolvimento Integrado e Fóruns Regionais (Seedif), Fernando Tadeu David.
O Território Médio e Baixo Jequitinhonha abrange 31 municípios, onde vivem 455 mil habitantes, o que corresponde 2,19% da população mineira. A maioria das cidades participou das rodadas dos Fóruns Regionais em 2015 e 2016.
Foram levantadas 1.228 propostas nos grupos de trabalho. O eixo Educação e Cultura teve o maior número de demandas (328), seguido por Desenvolvimento Produtivo, Científico e Tecnológico (327), Saúde e Proteção Social (244), Infraestrutura e Logística (175), Segurança Pública (154).
Mais informações sobre os Fóruns Regionais estão disponíveis em: www.forunsregionais.mg.gov.br
Fonte: Agência Minas