segunda-feira, 21 de julho de 2014

Nove municípios do Vale têm perda de eleitores, nos últimos 8 anos.

Macrorregião ganhou 45.656 eleitores em oito anos, de 2006 a 2014.

Municípios que mais perderam foram Medina, Santo Antônio do Jacinto, Rubim, Jacinto, Coronel Murta, Cachoeira do Pajeú, Salto da Divisa, Rio do Prado e Francisco Badaró.


O eleitorado dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri teve um aumento de 45.656 pessoas, no período de 2006 a 2014.  As duas regiões de Minas Gerais possuem um eleitorado total de 838.902 eleitores. 
Porém, alguns municípios contaram com perdas significativa. Medina, no Médio Jequitinhonha, foi quem mais perdeu: 1.707 eleitores. De 17.464 eleitores, em 2006, caiu para a 15.757 eleitores, com uma perda de 9,77%. Depois, veio Santo Antônio do Jacinto, no Baixo Jequitinhonha. De 10.260 eleitores caiu para 8.748. Uma queda de 1.512 eleitores ou 14,73%, a maior queda proporcional. Logo após, vem Rubim, que tinha 7.741 eleitores e caiu para 6.666, com perda de 1.075 eleitores, ou 13,8%. Jacinto, também no Baixo Jequitinhonha, foi de 9.675 para 8.762 eleitores, com queda de 913 eleitores, ou 9,43% de perda. Coronel Murta perdeu 370 eleitores. Tinha 7.277 e ficou com 6.907 eleitores. Perdeu 5,08%.
Capelinha registrou um aumento de 3979 eleitores – Foto: Divulgação / Facebook Tico Neves.
O eleitorado de Capelinha foi o que mais cresceu nos últimos oito anos em comparação com os outros municípios da região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Considerando os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entre junho de 2006 a junho de 2014, Capelinha registrou um aumento de 3.979 eleitores, ou 18,52% de aumento. Diamantina aumentou o eleitorado em 3.859 pessoas, ou 12.01%; e Teófilo Otoni com um aumento de 3.294 eleitores ou 3,3%.

Considerando o número total de eleitores, Capelinha aparece na 6ª posição com 25.463 eleitores. As primeiras posições são ocupadas por Teófilo Otoni com 102.897 eleitores, Diamantina com 35.832, Nanuque com 31.336, Almenara com 29.197 e Araçuaí com 27.848 eleitores.




Post elaborado a partir de dados colhidos do Hélio Sousa e Portal Aconteceu no Vale.

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domingo, 20 de julho de 2014

Nas indústrias de calçados de Nova Serrana tem mais de 8 mil trabalhadores do Vale do Jequitinhonha.

Criação de Distrito Industrial em Capelinha e Angelândia pode atrair retorno de trabalhadores e empresários.  
  
Em entrevista ao Blog do Banu, Generoso Adelson Alves Fernandes, conhecido popularmente por Dêga Fernandes, traz informações fundamentais para a compreensão do fenômeno da migração de trabalhadores do Vale para a cidade industrial de Nova Serrana, no Centro Oeste de Minas, a 112 km de BH.  

Dega é natural de Angelândia, no Alto Jequitinhonha, no nordeste de Minas. Ele ocupa o cargo de Gerente Administrativo  do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados Confecções de Roupas Estamparias e similares de Nova Serrana (SITRICANS ).

Foi policial militar por vários anos na região do Vale Jequitinhonha. Também  foi comerciante e servidor público municipal. Participou ativamente do processo de emancipação da antiga Vila dos Anjos, como  Secretário da Comissão de Emancipação do Distrito de Vila dos Anjos, posteriormente  Angelândia. É  graduado em  Administração Pública. Atualmente, estuda Direito.

Dega Fernandes concedeu, por e-mail, a seguinte entrevista ao Blog do Banu.



Faça uma breve descrição sobre Nova Serrana e sua indústria de calçados.

A cidade  de Nova Serrana está localizada na região Centro Oeste de Minas Gerais , Alto São Francisco , as margens da BR - 262 , a 112 quilômetros de Belo Horizonte .
De acordo com o IBGE , até 2013 , dispunha de população estimada em 84 mil habitantes , sendo o seu crescimento demográfico de 8%  ao ano .
É hoje um dos mais desenvolvidos Polos de calçados do país , empregando nada menos que 20 mil trabalhadores diretos e 22 mil indiretos , totalizando cerca de 42 mil trabalhadores.
Nas Indústrias de calçados de Nova Serrana são produzidos cerca de 105 milhões de pares ao ano.
O Polo transformou-se em referência nacional em estudos acadêmicos  , quando se trata de verificar o crescimento da indústria calçadista . Todos os tipos de calçados são produzidos no Polo :masculinos , femininos , infantis , tênis joging , calçados ortopédicos , chuteiras , chinelos , rasteiras e botas .
Hoje a cidade de Nova Serrana, ostenta o titulo de Capital Nacional do Calçado Esportivo.



Nova Serrana tem sido, nos últimos 10 anos, um dos destinos de trabalhadores migrantes do Vale do Jequitinhonha. Qual a estimativa de trabalhadores do Vale nas indústrias de calçados?

Calcula-se que 90% da população e trabalhadores nas indústrias de calçados sejam migrantes.
Estima-se que dos 42 mil trabalhadores do município 20 mil sejam dos Vales do Jequitinhonha , Mucuri e Rio Doce.

Quais municípios do Vale oferecem mais mão-de-obra na cidade?

Calcula-se ainda que cerca de 8 mil trabalhadores são naturais de Angelândia e Capelinha, sendo a maior parte de Angelândia .

Como e quando esta migração começou?

A  migração de trabalhadores, principalmente de Angelândia, ex-Vila dos Anjos,  e Capelinha, no Alto Jequitinhonha, começou há trinta anos atrás. Famílias da região, sem meios para sobrevivência (trabalho , emprego), começaram a deixar a sua terra natal , em busca de um futuro melhor para os seus filhos .

Como os trabalhadores são arregimentados e contratados?

Pessoas que chegavam à Nova Serrana mandavam noticias para os parentes e amigos, falando sobre o boom do emprego imediato para todos e de qualquer idade. E assim,  cada dia mais pessoas foram deixando o Vale .




Qual a média salarial e as condições de trabalho nas indústrias locais?

 A maior parte dos trabalhadores de Nova Serrana é contratada  pelo regime celetista (CLT ) , com carteira assinada , garantindo um salário justo e todos os seus direitos preservados .

A média salarial gira em torno de R$ 900 a R$ 950.

As condições de trabalho são as melhores possíveis, garantindo segurança , intervalo para almoço e lanche , e descanso semanal (sábado e domingo ) remunerado. O Sindicato dos Trabalhadores acompanha de perto para que os direitos garantidos por lei sejam cumpridos .

Há empresários/industriais com origem no Vale?

Em Nova Serrana encontram-se diversos empresários, de origem do Vale Jequitinhonha , principalmente de Capelinha, Angelândia e várias outras cidades circunvizinhas a estas ; não somente nas Indústrias de Calçados, mas também em diversos ramos de atividades comerciais .

Qual o impacto do fluxo de moradores do Vale para Nova Serrana? Na cidade de Capelinha e Angelândia há linhas de transporte coletivo regulares para Nova Serrana, isso acontece de outras cidades da região?

O fluxo de moradores do Vale para Nova Serrana é intenso. Há várias empresas de transporte coletivo que fazem essas viagens, ida e volta, até três vezes por semana  Os donos dessas empresas de linha de transporte coletivo regulares são quase todos de origem do Vale .
O maior fluxo de pessoas que deixam a cidade , para viajarem para o Vale , é geralmente no final de ano , quando a maioria das fábricas paralisam os trabalhos e só retornam após o Carnaval .
A cidade de Nova Serrana , que mais parece uma capital , pelo vai e vem diário de veiculos e pessoas durante o ano , no final de ano , mais parece com uma cidade fantasma , pois o transito de veiculos e a circulação de pessoas , cai cerca de 50% , pois centenas de Ônibus e carros partem rumo a terra natal , levando os trabalhadores .

Como já existe um now-how de empresários/trabalhadores na indústria calçadista, você acredita que um distrito industrial com esta linha de produção poderia obter êxito em Capelinha, Angelândia ou outra cidade do Vale?

A criação de um Distrito Industrial na região do Vale do Jequitinhnha, com incentivos para os Empresários que queiram implantar Industrias , tanto nas cidades de Capelinha , quanto em Angelândia ou outras cidades da região , pode lograr êxito , pois todos os trabalhadores e empresários que moram em Nova Serrana , sonham um dia voltar. Eu acredito que com a implantação do Distrito Industrial , a implantação da UFVJM , muitos terão interesses.O
progresso do Vale irá alavancar o desenvolvimento educacional e sustentável para todos .

Acrescente outras informações que você acreditar ser interessante.

Na minha opinião , tem que haver boa vontade dos Gestores Públicos , municipais , estaduais e  federais , tanto para a implantação da UFVJM , quanto para a implantação do Distrito Industrial , pois os nossos jovens , todos os dias, deixam a região em busca de trabalho e estudos, e sonham um dia voltar para a sua terra natal .

O meu lema é: a melhor cidade do mundo é a minha , a melhor casa da minha cidade é a minha , porque aquela casa é onde abriga a minha familia  , e aquela cidade é a minha terra natal :
Mas não só de sonhos a gente vive , temos que ser real ; tenho que trabalhar , estudar e cumprir os meus deveres , e para isso tenho que encontrar nesses lugares ; do contrario , mesmo com o coração apertado , terei que bater asas e voar alto â procura do  do meu objetivo .

Eu sou Gerente Administrativo de um Sindicato, que representa quase quarenta mil trabalhadores, em Nova Serrana. Tanto eu quanto o Presidente somos naturais de Angelândia. Pretendemos instalar, em Angelândia ou Capelinha , uma extensão de Base desse Sindicato  , para dar suporte aos futuros trabalhadores nas Industrias de Calçados , que se instalarão na região .
Dega Fernandes, na foto acima.


sexta-feira, 18 de julho de 2014

Loteamentos clandestinos prejudicam o desenvolvimento de Capelinha

Por Hélio Souza

Sem água, luz,esgoto, pavimentação, meio fio, rede pluvial, sem endereço e quase sem nenhum documento. Essa é a realidade que vivem dezenas de famílias de Capelinha que adquiriram lotes em dois bairros clandestinos de Capelinha. Os bairros localizados no fundo do Bairro Vista Alegre e atrás do bairro Subestação, somam centenas de lotes totalmente irregulares vendidos ou à venda sem nenhuma insfraestrutura e quase sem documento.
Os terrenos foram loteados sem a autorização e aprovação da Prefeitura Municipal, descumprindo totalmente a Lei Federal 6766 de 1979 que trata sobre parcelamento do solo. A lei estabelece que loteamentos devem ter projeto de infraestrutura para aprovação do loteamento. A infraestrutura, segundo a lei, exige esgotamento sanitário, água, luz, pavimentação e rede pluvial. A leis prevêem ainda que parte de lotes deve ser reservadacomo área institucional, praças e arborização, bem como garantia caso a infraestrutura não seja realizada.
A compra de lotes nesses bairros é grande. O preço varia entre R$ 18 e R$30 mil. O valor baixo dos lotes e a forma facilitada de pagamento atrai compradores que não têm muito para investir. O problema vem depois. Após a compra do lote, o morador enfrenta diversos problemas como oficializar um endereço e garantir abastecimento de água e energia elétrica.
O setor de Engenharia da Prefeitura aponta para diversos problemas e dificuldades enfrentadas por donos de lotes ou imóveis em loteamentos clandestinos. Segundo a engenheira agrimensora Luciana Alves, “às vezes o processo de criação de endereço e garantia de infraestrutura (água, luz, esgotamento sanitário, rede pluvial, pavimentação e meio-fio) podem levar anos”. Ela também chama a atenção para a “dor de cabeça” que esses loteamentos trazem para o município. “No futuro a Prefeitura terá que tirar dos recursos que poderiam ser investidos em outros setores para arcar com a infraestrutura desses bairros”, afirma ela. Além dos problemas, os lotes não podem conseguir financiamentos para construção.
A Prefeitura já tentou várias vezes fazer acordo com os donos de loteamentos, mas todas as tentativas foram sem sucesso.
Loteamentos regularizados
Desde 2009, mais de seis bairros foram criados em Capelinha. Os bairros regulamentados contam com água, luz, meio-fio, esgotamento sanitário, rede pluvial, área institucional, área verde, pavimentação e meio fio. Outros três loteamentos também estão em análise no setor de engenharia da Prefeitura.
Os lotes variam entre R$ 24 a 60 mil reais. O valor varia de bairro para bairro e também depende do tamanho.

DILMA ACUSA AÉCIO DE SER CONTRA O MAIS MÉDICOS