segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Asfalto rodoviário no Vale do Jequitinhonha são eternas promessas de candidatos.

As obras de infraestrutura sempre tiveram lugar garantido em palanques, tanto no interior quanto nos grandes centros.

Asfalto da BR 367 e rodovias estaduais sempre garantiram votos a candidatos a deputados, governadores e presidentes.
Asfalto da Rodovia LMG 214, entre Capelinha e Itamarandiba, no Alto Jequitinhonha, foi alvo de promessas de Anastasia e Aécio, em janeiro de 2010. Continua do mesmo jeito.
Publicação: 01/09/2014 00:12 Atualização: 01/09/2014 07:46, no Estado de Minas.


Em janeiro de 2010, a então ministra da Casa Civil e candidata à Presidência Dilma Rousseff (PT) anunciou a pavimentação da BR-367, rodovia que atravessa o Vale de Jequitinhonha em mais de 100 quilômetros de terra batida. 

No mesmo semestre, em junho, o candidato ao governo de Minas pelo PSDB, Antonio Anastasia, lançou o programa Caminhos de Minas, prometendo melhorar as condições de estradas não pavimentadas no estado. Entre os trechos previstos para serem asfaltados estão os mais de 80 quilômetros entre Araçuaí e Novo Cruzeiro, a LMG-678, e a LMG 214, entre Capelinha e Itamarandiba, também no Vale do Jequitinhonha, no nordeste de Minas. 

As obras foram anunciadas há quatro anos em palanques de petistas e tucanos para conseguir o apoio dos eleitores da região mais pobre do estado. Mas não passaram de promessas. As obras de infraestrutura sempre tiveram lugar garantido em palanques, tanto no interior quanto nos grandes centros. Em Belo Horizonte, as promessas preferidas para agradar aos eleitores são as melhorias no Anel Rodoviário, a ampliação do metrô e a limpeza da Lagoa da Pampulha, que começou a andar, embora com décadas de atraso. 


No Vale do Jequitinhonha, região mineira com o menor número de vias pavimentadas, as melhorias na infraestrutura são cobradas por comerciantes, moradores e prefeitos. A ampliação de programas sociais federais e estaduais permitiram aumento na renda dos moradores nos últimos anos, porém, o avanço nas estradas que atravessam a região não ocorrem no mesmo ritmo. Os mais de 100 quilômetros de terra batida da BR-367 estão localizados entre Salto da Divisa-Jacinto-Almenara, num trecho de 61,6 quilômetros, e mais 59,7 quilômetros entre Minas Novas-Chapada do Norte-Berilo-Virgem da Lapa. Planejada na década de 1950 pelo então presidente Juscelino Kubitschek para servir de acesso ao Vale, com o passar do tempo a estrada se transformou em obstáculo para o desenvolvimento na região. 

Ponte entre Jacinto a Salto da Divisa, na BR 367 (Foto: Marina Pereira/G1)



Em 2010, a pavimentação foi prometida pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela então ministra Dilma Rousseff. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) chegou a assinar um termo de compromisso para realizar a obra, disponibilizando R$ 7 milhões para o DER-MG - Departamento de Estradas e Rodagens para elaborar o projeto de engenharia. O DER enrolou e não publicou o Edital de Licitação. O DNIT pegou a rodovia de volta e reiniciou o processo. O asfalto ainda não chegou à via. 
No ano passado, representantes do órgão voltaram a garantir que a pavimentação seria feita este ano, mas até agora nem mesmo os projetos foram entregues. A reportagem do Estado de Minas procurou o Dnit e a superintendência do órgão no estado para saber os novos prazos para a obra na BR-367, mas nada foi informado. 

Entre 2002 e 2005, foram liberados para o DER-MG R$ 59,5 milhões para pavimentar os dois trechos. O Governo Aécio Neves gastou a verba, prestou contas, mas executou apenas 7 km, entre Minas Novas e Chapada do Norte, e deixou uma ponte sobre o rio Fanado, em Minas Novas, sem os serviços de encabeçamento. Portanto, sem uso.

Estado precário da LMG 678, de Araçuaí para Novo Cruzeiro, a Estrada Bahia-Minas. 


NO PAPEL 
Uma outra estrada que atravessa a região está em situação crítica. A LMG-678, de responsabilidade do governo de Minas, está na lista de rodovia com restrição de tráfego e mais de 80 quilômetros de extensão estão em péssimas condições entre Araçuaí e Novo Cruzeiro. A pavimentação do trecho foi incluída no programa Caminhos de Minas, lançado em 2010, mas até agora nem mesmo o projeto para o asfaltamento foi elaborado. Segundo nota da Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), o Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) aguarda liberação de recursos orçamentários para licitar a obra, mas até agora não recebeu nenhum tipo de autorização nem há previsão para que a obra saia do papel. 


O presidente da Associação Comercial e Industrial de Araçuaí, José Gilvane Almeida, critica o que considera falta vontade política para a execução das obras no Vale de Jequitinhonha. “Infelizmente, o asfalto para a 367 e para a 678 continua na promessa. São obras que teriam um impacto considerável para a economia local. O trajeto para Teófilo Otoni, por exemplo, seria reduzido à metade. Sem que os motoristas sejam obrigados a seguir até a BR-116, uma rodovia que já tem tráfego pesado”, explica José Gilvane. 

Video sobre a LMG 678:
http://blogdobanu.blogspot.com.br/2011/01/aracuai-novo-cruzeiro-populacao-reclama.html



Além das obras nas rodovias, o empresário lembra promessas feitas para o Jequitinhonha em períodos eleitorais que não foram pra frente. “Ouvimos diversas vezes a promessa de uma barragem em Santa Rita, no Rio Araçuaí, outra próxima ao município de Coronel Murta, no Rio Jequitinhonha. Vários deputados garantiram trabalhar na defesa dessas obras. Houve reuniões com as famílias afetadas, mas as promessas caíram no esquecimento. Acabou a campanha, acabou também a vontade política”, cobrou José Gilvane. 


Fonte: Jornal Estado de Minas com alterações.

FILIADO AO PSB CONTESTA CONTEÚDO DO “MARINA DE VERDADE”


por Gustavo Castañon

Candidata Marina Silva, meu nome é Gustavo Castañon. Sou, entre outras coisas, filiado há mais de dez anos ao PSB, partido que hoje a senhora usa para se candidatar, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e um cristão convicto, como acredito que a Senhora também seja, do seu jeito.

Investida de seu eterno papel de vítima, sua campanha lançou um site na internet chamado“Marina de Verdade” (com V maiúsculo mesmo) para combater supostas “mentiras” espalhadas contra a senhora na internet. Vou aqui responder uma a uma as afirmações de seus marqueteiros no site citado, oferecendo os links de fontes das minhas afirmações.


1 – Não Marina, você não sofre preconceito por ser evangélica.
Você é que acredita que todos aqueles que não compartilham de suas crenças queimarão eternamente no fogo do inferno. É o que está claramente descrito no credo (credo 14) de sua agremiação religiosa. Que nome podemos dar a isso? Certamente é um nome mais assustador do que intolerância ou preconceito. Talvez essa seja a origem de seu maniqueísmo, já que separa o mundo entre os bons, que apoiarão seu possível governo, e os maus, que lhe fariam oposição, como eu. O seu problema não é ser protestante. É ser da Assembleia de Deus, associação pentecostal de vários ramos que interpreta literalmente o Antigo Testamento, e que tem entre seus pastores Marcos Feliciano, que vende curas a paraplégicos, e Silas Malafaia, este homem que hoje defende da “cura gay” à teologia da prosperidade e vende bênçãos de Deus. Eu me pergunto: o que alguém que faz parte de uma organização que faz comércio com a palavra de Cristo é capaz de fazer na vida política? Qual o nível de inteligência que pode possuir alguém que faz interpretações tão rasteiras do significado da Bíblia? Essas são perguntas legítimas que as pessoas se fazem, e não por preconceito, mas por conceito.


2 – Não Marina, o Estado Laico deve intervir nas práticas religiosas quando são fora da lei.
Se uma religião resolve reinstituir o sacrifício de virgens dos Astecas ou a amputação de clitóris comum em alguns países muçulmanos hoje, o estado tem que observar inerte essas práticas em nome da liberdade religiosa e do laicismo? Não, candidata. Nenhuma organização está acima da lei num Estado Laico.

3 – Não Marina, você não é moderna, você é uma fundamentalista mesmo.
O fundamentalismo religioso não é a negação do Estado Laico, essa é só uma espécie de fundamentalismo, o teocrático. O fundamentalismo se caracteriza pela crença de que algum texto ou preceito religioso seja infalível, e deva ser interpretado literalmente, tanto em suas afirmações históricas como comportamentais ou doutrinárias. E o ataque ao Estado Laico pode vir também pela incorporação de leis, que desrespeitem as minorias religiosas ou não religiosas, impondo um valor comportamental de determinada religião a todos os cidadãos. Isso faz da senhora uma fundamentalista (Assembleista) que compartilha das crenças de Feliciano e Malafaia, e uma adversária, se não do Estado Laico, do laicismo que deveria orientar todas as nossas leis, poisdefende plebiscitos sobre esses temas para impor a vontade das maiorias religiosas sobre as minorias em questões comportamentais.

4 – Não Marina, você é, sim, contra o casamento gay.
Você agora diz que está sofrendo ataques mentirosos na internet sobre o tema, mas sempre se colocou abertamente contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, defendendo somente a união civil nesse caso. E não adianta simular que o que o movimento gay está reivindicando casamento religioso. O casamento é também uma instituição civil. Você só defende união de bens, sem todos os outros direitos que o casamento confere às pessoas. O vídeo acima e mais esse vídeo aqui provam esse fato de conhecimento público.

PS: Hoje, dia 29/08/2014, ao lançar seu programa de governo, a candidata mudou uma posição defendida por toda vida, faltando um mês para a eleição. Por que?



5 – Realmente Marina, você não é petista.
Você abandonou o partido que ajudou inestimavelmente a construir sua vida política, ao qual você deve todos os mandatos e o único cargo que ocupou até hoje, porque não tinha espaço para sua candidatura à presidência. Hoje, você busca se associar, sem qualquer pudor ou remorso, a inimigos ideológicos históricos do partido, repetindo as práticas que supostamente condena no PT e chama de “velha política”. Só que faz isso somente para chegar ao poder e construindo um projeto oposto àquilo a que defendeu toda a vida.

6 – Realmente Marina, você não é tucana. Mas sua equipe econômica é.
Sua equipe econômica conta com André Lara Resende e Eduardo Giannetti, ex-integrantes da equipe econômica do governo FHC, além de seu coordenador Walter Feldman, que fez toda sua história no PSDB. Suas propostas econômicas são as mesmas do PSDB. Agora, de fato, o que nem o PSDB jamais teve coragem de ter é uma banqueira como porta voz de sua política econômica… Você não quer alianças com governos atuais de nenhuma agremiação, como o de Alckmin, exatamente para manter sua imagem de anti-tudo-o-que-está-aí. Mas não se sente constrangida em ter o vice de Alckmin na coordenação financeira de sua campanha, nem de convidar o “bom” representante de sua “nova política” José Serra para seu governo…

7 – Não Marina. Você defendeu, sim, Marcos Feliciano.
Você afirmou que ele era perseguido na CDH não por causa de suas posições políticas, mas por ser evangélico. Disse que isso era insuflar o preconceito religioso. Não, candidata. Você está falando de seu companheiro de Assembleia de Deus, um homem processado por estelionato, que pede senha de cartão de crédito de seus fiéis, que defende que os gays são doentes e os descendentes de africanos amaldiçoados. Recentemente, esse homem que você afirma ser vítima do mesmo preconceito que você sofreria, afirmou à revista Veja: “Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos”. Ao usar essa estratégia de defesa pra ele e para você, você reforça os preconceitos da sociedade e o comportamento de grande parte dos pentecostais de blindar qualquer satanás que clame “Senhor, Senhor” em suas Igrejas.

8 – Não Marina. Você não é só financiada por banqueiros. Eles coordenam seu programa!
Neca Setúbal, herdeira do Itaú, não é só sua doadora como pessoa física. Ela é a coordenadora de seu programa de governo e sua porta-voz, e já declarou que você se comprometeu a dar “independência” (do povo e do governo) ao Banco Central, que fixa os juros que remuneram os rendimentos dela. Da mesma forma, o banqueiro André Lara Resende, um dos responsáveis pelo confisco da poupança na era Collor e assessor especial de FHC, é o formulador de sua política econômica.

9 – Não Marina, você é desagregadora e vilipendia a classe política. Seu governo será o caos.
Você é divisionista e maniqueísta e implodiu meu partido em uma semana de candidatura. Vai deixar seus escombros para trás quando chegar ao poder, como sabemos e já anunciou, para delírio daqueles que criminalizam a política. Seu partido é nanico, e se não o criar com distribuição de cargos, continuará nanico. Com a oposição certa do PT, terá que governar com a mídia e os bancos, que cobrarão o apoio com juros. Precisará do PMDB, que você acusa de fisiologismo, e do PSDB e o DEM, que lhe exigirão não só cargos, empresas públicas e ministérios, mas também a volta das privatizações. A única base congressual que lhe será fiel é a bancada evangélica, que cobrará seu preço com sua pauta de controle dos costumes e seu fisiologismo extremo. Resultado, você vai entregar a alguém o trabalho sujo do fisiologismo ou mergulhará o país no caos.

10 – Não Marina, seu marido foi sim acusado de contrabando de madeira.
E não só isso, foi acusado pelo TCU de doação de madeira clandestina. A senhora usou sua força política de Ministra para impedir que o caso fosse investigado, como sempre fazem na “velha política”. Mais tarde o MP arquivou, como fazem com todas as denúncias contra membros da oposição. Mais uma vez, fato bem comum na “velha política”. Nada é investigado.

11 – Não Marina, Chico Mendes não era da elite. A elite é que o matou.
Em mais uma tergiversação semântica demagógica, num vilipêndio à memória de seu companheiro, a senhora tomou o termo “elite” pelo sentido de elite moral, para acusar de “divisionismo” os que lutam contra a elite econômica brasileira. Essa mesma elite que mantém o Brasil como um dos dez países mais desiguais do mundo e que hoje está acastelada no seu programa de governo e campanha. Seu discurso despolitizante busca mascarar a terrível e perversa divisão de classes no Brasil e é um insulto aos seus ex companheiros de luta. Seu uso demonstra bem à qual elite você serve hoje, e nós dois sabemos que não é à elite moral. A elite moral desse país está lutando contra a elite econômica para diminuir nossa terrível e cruel desigualdade social. E você, Marina, não é mais parte dela.

Aranãs vira o jogo contra o Vila Nova e estreia com o pé direito na Copa Aranãs 2014

No jogo de abertura da Copa Aranãs 2014, uma reedição da grande final de 2013, o Vila Nova iniciou a competição com o pé esquerdo. Logo aos dois minutos do primeiro tempo, o time perdeu o meia Bruno, que foi substituído por Eider, após uma falta dura. Bruno foi encaminhado para atendimento médico na Fundação Hospitalar São Vicente de Paulo, mas aparentemente nada grave.

O Vila Nova saiu na frente, terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0. Mas não conseguiu parar o poder ofensivo do Aranãs e acabou sofrendo a virada e perdeu a partida por 4 a 2. Mérito principalmente para o técnico Isaias, que acertou em todas as alterações. Mardônio, Miller, Diego Farias e Yuri, que entraram no segundo tempo, mudaram o rumo da partida.
Aranãs venceu o Vila Nova por 4 a 2 no jogo de abertura da Copa Aranãs 2014 – Foto: Hélio Souza.

O jogo

Em um primeiro tempo morno, o Aranãs teve maior posse de bola e o tempo buscou o ataque. Já o Vila Nova se limitou a ficar na retranca e explorar as oportundiades no contra-ataque. E foi em uma dessas jogadas, aos 41 minutos, que a equipe abriu o placar da partida. Após uma roubada de bola na defesa, Vandinho ligou o contra-ataque na direita com Léo Santiago, que fez um belo cruzamento para RedBul, que só escorou para o canto direito de Rodrigo Posso, sem nenhuma chances para o defesensor alvi-verde.
O primeiro tempo terminou assim, 1 para o Vila Nova, 0 para o Aranãs. No segundo tempo, o Aranãs voltou diferente. O técnico Isaias fez duas alterações, tirou Bruno e colocou Diego Farias, atleta profissional que já defendeu o Santos, Ituano, Penapolense e a Seleção Brasileira de base. O técnico ainda trocou Tafarel por Miller.
Com as mudanças, o Aranãs ficou ainda mais ofensivo e passou a mandar definitivamente no jogo, perdendo oportunidades claras de gols, em duas delas a bola parou na trave. Até que aos 24 minutos da etapa final, Mardônio, que acabara de entrar, achou Diego Farias no setor esquerdo, que devolveu para Mardônio, que acabou furando, mas Miller aproveitou a oportunidade e empurrou para as redes. Deixando tudo igual no Newton Ribeiro.
Pouco tempo depois, em uma falha do goleiro Bocão, o Aranãs virou a partida. O prejuízo ficou ainda maior para o Vila Nova, aos 39 minutos, Yuri encontrou Miller sozinho na entrada da grande área. O artilheiro não perduou e balançou a rede mais uma vez.
O Aranãs ampliou o placar aos 46 minutos com Yuri, em um cruzamento de Miller. O Vila Nova ainda teve tempo de descontar, no último minuto de jogo, Léo Santiago cruzou para Vandinho, que bateu no canto inferior direito de Rodrigo Posso. O jogo terminou assim, Aranãs 4 x 2 Vila Nova.

Aranãs 4 x 2 Vila Nova

Aranãs
Rodrigo Posso (Renato), Dênis, Reinaldo, Gamarra, André, Xandinho, Léo Mineiro (Mardônio), Renan Vieira, Tafarel (Miller), Bruno (Diego Farias) e Charlei (Yuri)
Técnico: Isaias
Vila Nova
Bocão, Leandro (Chefinho), Diego, Nitão, Tiquinho, Bruno (Eider), Redbul, Léo Santiago, Rodriguinho (Rodrigo), Samuel e Vandinho
Técnico: João Chaves
Gols: 
Aranãs: Miller, aos 24 e 39 minutos (Segundo tempo) / Reinaldo, aos 33 minutos (Segundo tempo) / Yuri, aos 46 minutos (Segundo Tempo)
Vila Nova: RedBul, aos 41 minutos (Primeiro tempo) / Vandinho, aos 51 minutos (Segundo tempo)
Motivo: Jogo de Abertura da Copa Aranãs FM de Futebol 2014
Estádio: Estádio Newton Ribeiro, Capelinha/MG
Data: Sábado, 30 de agosto, às 20h30
Árbitro: Dito de Capelinha
Auxiliares: Odair e Branco, ambos de Capelinha
Público presente: Aproximadamente 2 mil pessoas (público oficial não divulgado pela organização da competição)
Fonte: Aconteceu no Vale.

Pais e alunos protestam contra a desapropriação de escola em Teófilo Otoni

O prédio da escola pertence à uma comunidade franciscana que alega não ter sido paga pelo imóvel. Moradores reclamam do desmembramento do colégio e pedem que a reversão da decisão

Moradores de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, foram às ruas da cidade na manhã deste sábado (30.08) para protestar contra a desapropriação do prédio de uma escola da cidade. O edifício em que a Escola Municipal Irmã Maria Amália se encontra pertence à Casa de Santo Antônio, entidade franciscana com sede em Belo Horizonte, e há cerca de dez anos foi desapropriado pelo governo municipal. No entanto, a entidade afirma não ter recebido nenhum pagamento pelo imóvel desde então.
Pais e alunos foram às ruas da cidade pedir que a escola não seja desmembrada – Foto: Sindiseto/Divulgação

“No mandato anterior chegamos a receber o aluguel em dia e usávamos o dinheiro para a conservação e melhoria do local. No último ano dele isso parou e no primeiro ano do mandato do novo prefeito também. Demos um ultimato ao governo e não vamos mais assumir uma responsabilidade que não é nossa”, explicou o frei franciscano Fabiano Aguiar, secretário da entidade.
O imóvel foi utilizado até meados da década de 1980 como colégio dos franciscanos da Casa de Santo Antônio e desde então, como escola municipal. “Ela é referência para a comunidade na questão pedagógica e prima pela qualidade do ensino”, afirma o funcionário público federal, Aleandro Lima Camargo, de 35 anos, pai de dois alunos da escola.
“Passei a madrugada esperando para conseguir uma vaga para a minha filha porque a gente acredita que essa escola irá ajudá-la. A estrutura física dela não é muito boa por ser muito velha, mas o intangível é excelente”, diz o pai. A escola atende hoje 2,3 mil alunos. “Ela é referência na cidade. Nas últimas Olimpíadas Nacionais de Matemática ela ganhou três medalhas, uma de ouro, uma de prata e outra de bronze, concorrendo com milhões de alunos de todo o país. Queremos sensibilizar a administração municipal para reverter esse desmembramento”, Maria Elizabeth Pena Duarte, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Teófilo Otoni.
Com a desapropriação, os pais foram informados que as turmas serão desmembradas e os alunos relocados para outras escolas da cidade. “Acreditamos que se ela for dividida, vai perder a qualidade e acabar prejudicando os alunos”, ressalta Aleandro.

Fusão

Além dessa, uma outra escola da cidade passa por situação semelhante. Pais e funcionários da Escola Municipal Doralice Arruda, que funciona como Centro de Atenção Integral à Criança (Caic), foram avisados que o centro de ensino será fundido com um outro colégio para que o terreno seja usado para a construção de uma sede administrativa da cidade. “A escola é referência em educação inclusiva. É totalmente estruturada e bem instalada para educação inclusiva e infantil”, comenta a mãe e educadora da rede estadual Marcela Martins de Matos, de 30 anos. “Nosso questionamento é se teremos a garantia de manutenção da qualidade nesse processo”, pontua.
Pais e alunos foram às ruas da cidade pedir que a escola não seja desmembrada – Foto: Sindiseto/Divulgação

Fonte: Jornal Estado de Minas

Movimentos farão semana de luta por reformas no sistema político


Formas de financiamento de campanha, mecanismos de democracia direta e representatividade de grupos como mulheres, negros e indígenas são alguns dos temas sobre os quais mais de 400 entidades querem debater com a sociedade. 
Para tanto, entre os dias 1º e 7 de setembro, elas sairão às ruas na Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática.
“O sistema político brasileiro é um sistema que apresenta disfunções que são incompatíveis com os anseios do nosso povo”, disse o secretário-geral da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cláudio Pereira. 
Hoje, de acordo com Pereira, 95% das doações para campanhas eleitorais vêm de empresas e apenas 7% dos deputados federais são eleitos com votos próprios. Os outros 93% chegam à Câmara contando com votos recebidos pelos demais candidatos da coligação. “Nós propomos um sistema que dê mais transparência, que permita que o eleitor seja efetivamente senhor da sua decisão”.
A semana é fruto da unificação de duas iniciativas: a Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e o Plebiscito Popular por uma Constituinte e Soberana do Sistema Político. Os movimentos objetivam coletar assinaturas em apoio a um Projeto de Lei de Iniciativa Popular com propostas de reforma na política e também buscar apoio para a instalação de uma Constituinte que tem como tema o sistema político. A expectativa das organizações é que 10 milhões de pessoas participem desse processo.
O projeto de lei propõe que o financiamento das campanhas seja exclusivamente público ou por doações de pessoas físicas; eleições proporcionais em dois turnos; paridade de gênero nas listas de candidatos e fortalecimento de mecanismos de participação popular direta, como plebiscitos e referendos. Até agora, segundo a OAB, já foram coletas mais de 400 mil assinaturas em apoio à proposta. Para que seja enviado ao Congresso, são necessárias mais de 1,4 milhão de assinaturas.
Representante da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Joaquim Mol, destacou a ampliação da participação de grupos hoje sub-representados como essencial para o aprofundamento da democracia. Para ele, os parlamentares atuais “são pessoas que não têm a fisionomia do povo brasileiro”. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, as mulheres ocupam menos de 10% dos assentos no parlamento brasileiro.
Além disso, Dom Joaquim defendeu a regulamentação do Artigo 14 da Constituição Federal, que trata de mecanismos de participação direta da sociedade. “Nós queremos participar mais. Queremos que o povo ajude a tomar as principais decisões no nosso país”, afirmou. Para o integrante da direção do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Valdir Misnerovicz, “por esse sistema, nós não avançaremos em conquistas para resolver os problemas da nossa sociedade”.
Já a instalação de uma Constituinte foi anunciada no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff, como resposta aos atos de junho. No dia seguinte, contudo, a presidenta voltou atrás e decidiu apresentar um plebiscito e, depois, levar ao Congresso propostas para reformar aspectos do sistema político. “Nós queremos retomar essa iniciativa”, afirmou o integrante da coordenação da campanha pelo plebiscito, Ricardo Gebrim, que avalia que a reforma é uma das principais demandas daqueles atos.
Embora o chamado plebiscito popular não esteja previsto em lei, já que é uma iniciativa das organizações sociais, a expectativa é que os votos coletados durante a semana de mobilização sejam apresentados, posteriormente, ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal. Além da semana, Gebrim destacou que o plebiscito tem sido um instrumento de diálogo com a sociedade, por meio de cursos de formação que estão sendo feitos por comitês espalhados nos 26 estados e no Distrito Federal.
Fonte: Agência Brasil - 

A Política maquiada de Marina.

Dilma vira o jogo e bate Aécio em Minas Gerais.