terça-feira, 13 de julho de 2010

11° Encontro Cultural de Milho Verde

11° Encontro Cultural de Milho Verde
Perído: 17 a 25 de julho - Milho Verde / MG
Inscrições para as oficinas de 12 a 16 de julho no IMV
Segunda, quarta e sexta-feira, de 14:00 às 17:00
Terça e quinta-feira, de 09:00 às 12:00
Não serão aceitas inscrições por internet.
Após a data da inscrição, os interessados deverão se dirigir nos locais das oficinas.
Toda a programação é gratuita!
HISTÓRIA DE MILHO VERDE
Sua história inicia-se no século XVIII, quando um pequeno arraial, localizado entre Serro e Diamantina, foi ocupado por garimpeiros, que visavam as atividades de exploração de ouro e de diamante. Logo, chamou a atenção das autoridades, com isso Milho Verde teve severas restrições impostas pela Coroa Portuguesa e posteriormente, suas terras foram incluídas na área proibida para a mineração. No local, foi instalado um quartel e um posto fiscal para o controle e a fiscalização do extravio de diamantes. Essa atitude fez com que o arraial estagnasse seu desenvolvimento.
Em uma carta de 2 de fevereiro de 1732, o ouvidor geral do Serro Frio, Antônio Ferreira do Valle e Mello pede ao governador de Minas, Dom Lourenço de Almeida, que reconsidere a decisão de proibir a extração de diamantes pelos moradores da região de Milho Verde. O governador, atendendo aos interesses da Coroa portuguesa, ignorou o apelo. A população de Milho Verde foi obrigada a obedecer as leis impostas pelos governantes ao Distrito Diamantino. A Coroa portuguesa se apodera e passa a organizar a exploração do diamante sem coibir o intenso contrabando.
No início do séc. XIX, as visitas do mineralogista José Vieira Couto, do inglês John Mawe e do francês Saint-Hilaire renderam relatos sobre a situação de abandono de Milho Verde. José Vieira descreve a vila como um "lugarejo pequeno, mal arranjado e com muitas casas palhoças".
No início do século passado as minas voltam a ser exploradas. Com o auxílio de dragas e bombas, garimpeiros causaram vários danos ecológicos desviando cursos de rios e revirando cascalhos. Devido a esses danos a mineração, no lugar, volta a ser proibida.
Durante a década de 80, a serenidade e calmaria do lugar juntamente à sua rica natureza, atraíram hippies e moradores de cidades grandes e dos arredores, interessados numa vida mais simples.
Atualmente, a vila começou a atrair também turistas e isto obrigou a cidadezinha criar uma infra-estrutura mínima para recebê-los.
Hoje, os nativos vivem praticamente do turismo, a atividade mais rentável da vila.
Quanto a origem do seu nome alguns dizem que é por causa de um português, chamado Rodrigo Milho Verde, que morou muito tempo na região.
Outras contam que alguns bandeirantes encontraram no local, uma comunidade habitada por índios e estes lhe ofereceram uma grande quantidade de milho.
Onde fica Milho Verde
A 350 km de Belo Horizonte, entre Serro e Diamantina, na nascente do rio Jequitinhonha.

Fontes: Descubra Minas, Cidades Históricas e Passadiço Virtual

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