domingo, 25 de junho de 2017

Gilmar Mendes não pode julgar Aécio, Abaixo-assinado denuncia e exige impedimento.

Luciano Falbo

A notícia de que o ministro Gilmar Mendes será o relator dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) gerou protesto na internet.
Um abaixo assinado criado neste sábado, 24.06, requer que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, declare Gilmar impedido de julgar o inquérito do senador tucano.
"Nós abaixo assinados, cidadãos brasileiros, pedimos ao STF que considere Gilmar Mendes impedido de tal julgamento e apelamos por um novo sorteio sem a participação de qualquer membro do STF com relações explícitas de proximidade com este réu", diz texto do pedido, criado por Mauro Nadvorny.

25 DE JUNHO DE 2017 ÀS 19:46 //
247 - A notícia de que o ministro Gilmar Mendes será o relator dos inquéritos que tramitam no Supremo Tribunal Federal para investigar o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) gerou protesto na internet. 
Um abaixo assinado criado neste sábado, 24, requer que a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, declare Gilmar impedido de julgar o inquérito do senador tucano. 
"Nós abaixo assinados, cidadãos brasileiros, pedimos ao STF que considere Gilmar Mendes impedido de tal julgamento e apelamos por um novo sorteio sem a participação de qualquer membro do STF com relações explícitas de proximidade com este réu", diz texto do pedido, criado por Mauro Nadvorny. 
Clique aqui para assinar. 
Antes da redistribuição, o relator do caso era o ministro Edson Fachin, que instaurou o inquérito contra Aécio a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas delações premiadas dos ex-executivos da construtora Odebrecht Marcelo Odebrecht, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Sérgio Luiz Neves e Cláudio Melo Filho.
De acordo com o Ministério Público, os delatores apontaram por "meio de declaração e prova documental" que foram prometidas e efetuadas "vantagens indevidas" a Aécio e seus aliados durante a campanha à Presidência em 2014, quando o parlamentar terminou a disputa em segundo lugar. Segundo as investigações, há indícios de que Aécio Neves teria cometido os crimes de lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.
Em maio, Aécio foi afastado das funções legislativas após a divulgação da delação premiada de executivos do grupo JBS. Nessa semana, o STF adiou o julgamento sobre a prisão de Aécio e determinou a soltura da irmã e do primo do senador afastado, investigados na mesma operação.
A relação estreita entre Aécio Neves e Gilmar Mendes ficou ainda mais explícita durante a operação Patmos, da Polícia Federal, quando foi divulgada conversa em que Aécio pede apoio ao ministro do STF para convencer um senador do PSDB, Flexa Ribeiro, a votar a favor do projeto de lei sobre abuso de autoridade.
Relembre: 

 Fonte: brasil 247

Pedagogia do Golpe: saiu a honesta Presidente, entrou um bando de corruptos.

Pouco mais de um ano depois do golpe de 2016, a classe média brasileira chega à conclusão de que foi feita de imbecil pela elite que a manipulou. 
De acordo com pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo, 83% dos brasileiros avaliam que Michel Temer é corrupto – acusação que nunca foi feita à presidente legítima Dilma Rousseff nem por seus mais aguerridos adversários. 
Ou seja: o Brasil foi o único país do mundo que trocou uma presidente honesta por uma legião de investigados.
Entre os protagonistas do golpe, dois ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Alves, já foram presos, enquanto o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) é o recordista em inquéritos na Lava Jato. 
Para completar a tragédia, nesta semana Temer se tornará o primeiro ocupante da presidência da República denunciado por corrupção. 
Os brasileiros perderam a democracia, o respeito do mundo e o orgulho de ser brasileiros, mas ao menos aprenderam uma lição.
25 DE JUNHO DE 2017 ÀS 19:46 // no www.brasil247.com.br
247 – O Brasil ainda será tratado como um caso de estudos internacional. No futuro, pesquisadores e cientistas sociais debaterão como um país, que caminhava para ser uma potência global, decidiu se autodestruir, trocando uma presidente honesta por uma legião de corruptos, provocando, nesse processo trágico, a destruição de sua própria economia e de sua imagem internacional.
Uma pesquisa Datafolha divulgada neste domingo revela que os brasileiros nunca sentiram tanta vergonha do próprio País. E 83% dos brasileiros avaliam que Michel Temer é corrupto – uma acusação que nunca foi feita à presidente legítima Dilma Rousseff nem por seus piores adversários.
Temer e vergonha são as duas faces da mesma moeda. Os brasileiros sentem vergonha de ser brasileiros porque têm Temer na presidência. Um personagem que nesta semana se tornará o primeiro ocupante da presidência da República denunciado por corrupção pela procuradoria-geral da República. E que, quando vai ao exterior, comete gafes em série (saiba mais em Temer destrói a imagem do Brasil no mundo). 
Entre os protagonistas do golpe, dois ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Alves, já foram presos, enquanto o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) é o recordista em inquéritos na Lava Jato – e ainda não teve seu próprio pedido de prisão julgado, depois de ser flagrado num esquema que envolvia propinas de R$ 2 milhões da JBS.
Com o golpe dos corruptos contra a presidente honesta, os brasileiros perderam a democracia, o respeito do mundo e o orgulho de ser brasileiros, mas ao menos aprenderam uma lição. Tomara que não se deixem mais manipular por uma elite colonizada, retrógrada e anti-nacional.

Senador do PMDB arquiva pedido de cassação do mandato de Aécio Neves

Presidente do Conselho de Ética segue orientação de acordo entre PMDB e PSDB.

Aécio assustado com mais um processo.

O presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, senador João Alberto Souza (PMDB-MA), informou, dia 23.06, que indeferiu, por falta de provas, o pedido de abertura de processo para cassação do mandato do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). De acordo com João Alberto, os membros do Conselho de Ética têm dois dias uteis para recorrer da decisão, desde que tenham apoiamento de, pelo menos, cinco integrantes do colegiado.t
Essa decisão faz parte de acordo de proteção mútua entre PMDB e PSDB, sendo essa a justificativa, embora não divulgada, dos tucanos permanecerem no Governo Temer.  
O pedido de abertura de processo de cassação foi apresentado pela Rede e pelo PSOL depois que Aécio foi citado na delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo JBS. Os partidos oposicionistas argumentam que houve quebra de decoro parlamentar pelo senador.
Caso o Conselho de Ética derrube a decisão de indeferimento e abra o processo, o senador afastado Aécio Neves será notificado e terá até 10 dias para apresentar a defesa prévia. A partir daí, o relator tem mais cinco dias úteis para apresentar seu relatório preliminar. O responsável por relatar o caso é escolhido por meio de sorteio entre os membros do conselho.
Segundo o depoimento do empresário Joesley Batista, Aécio teria pedido R$ 2 milhões em propina para pagar despesas com sua defesa no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. A denúncia motivou o afastamento do senador pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Esta semana, a Corte Suprema adiou o julgamento do pedido de prisão preventiva do senador, apresentado pela Procuradoria-Geral da República. Ainda não há data para a retomada do julgamento.
Fonte: Agência Brasil

Quem não sacar até 30 de junho pode perder R$ 937

O valor do abono vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou com carteira assinada no ano base.

Foto: Gazeta de AraçuaiTrabalhadores têm até 30 de junho para sacar o abono salarial de 2015
Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa e servidores públicos, no Banco do Brasil
Os trabalhadores com direito ao abono salarial do PIS/Pasep ano-base 2015 têm  até o dia 30 de junho para ir a uma agência bancária e sacarem o benefício. O valor varia de R$ 78 a R$ 937, dependendo do tempo em que a pessoa trabalhou formalmente em 2015.


Trabalhadores da iniciativa privada retiram o dinheiro na Caixa e servidores públicos, no Banco do Brasil. Basta apresentar um documento de identificação e o número do PIS/Pasep.



O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, lembra que o prazo está ficando apertado. Ele aconselha os trabalhadores a não deixarem para a última hora para não correrem o risco de perder esse dinheiro. “O abono salarial é um direito que o trabalhador tem. Esse dinheiro é do trabalhador, portanto não perca o prazo”, recomenda.


 O chefe da Divisão do Seguro-Desemprego e Abono Salarial do Ministério do Trabalho, Márcio Ubiratan Britto, explica que, depois de encerrado o período de saques, o dinheiro que não foi sacado voltará para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Ele será usado para o pagamento de benefícios como o Seguro-Desemprego e o abono salarial do próximo ano.


Agência Banco do Brasil em Araçuai, onde servidores públicos  podem sacar benefício
Agência Banco do Brasil em Araçuai, onde servidores públicos podem sacar benefício



Quem tem direito


Tem direito ao abono salarial ano-base 2015 quem está inscrito no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos; trabalhou formalmente por pelo menos 30 dias em 2015 com remuneração mensal média de até dois salários mínimos; e teve seus dados informados corretamente pelo empregador na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).


O valor do abono vai depender de quanto tempo a pessoa trabalhou com carteira assinada no ano base. Se ela trabalhou durante os 12 meses, vai receber o valor integral do benefício, que é de um salário mínimo (R$937). Se trabalhou por apenas um mês, vai receber o equivalente a 1/12 do salário (R$ 78) e assim sucessivamente.



Para saber se tem direito


O Ministério do Trabalho disponibiliza uma ferramenta de consulta para os trabalhadores saberem se têm direito ao abono salarial Ano-Base 2015. Basta acessar http://verificasd.mtb.gov.br/abono/, digitar o número do CPF ou do PIS/Pasep e a data de nascimento e consultar.


A Central de Atendimento Alô Trabalho do Ministério do Trabalho, que atende pelo número 158, também tem informações sobre o PIS/Pasep.


Como sacar

Para sacar o abono do PIS, o trabalhador que possuir Cartão Cidadão e senha cadastrada, pode se dirigir aos terminais de autoatendimento da Caixa, ou a uma Casa Lotérica. Se não tiver o Cartão Cidadão, pode receber o valor em qualquer agência da Caixa, mediante apresentação de documento de identificação. Informações sobre o PIS também podem ser obtidas pelo telefone 0800-726 02 07 da Caixa.


Os servidores públicos que têm direito ao Pasep, precisam verificar se houve depósito em conta. Caso isso não tenha ocorrido, devem procurar uma agência do Banco do Brasil e apresentar um documento de identificação. Mais informações sobre o Pasep podem ser obtidas pelo telefone 0800-729 00 01, do Banco do Brasil.

Fonte: Ministério do Trabalho

81% dos brasileiros querem Joesley Batista na cadeia

O procurador Rodrigo Janot e o Ministro Edson fachin fizeram acordo de liberdade para Joesley

"O esforço para transformar as delações premiadas num pacote pronto que os 11 ministros do Supremo não podem questionar nem modificar tem dois inconvenientes imediatos," escreve Paulo Moreira Leite, articulista do 247. "Nada menos que 81% dos brasileiros discordam da sentença que deu liberdade imediata aos irmãos Batista e outros executivos da JBS e acham que Joesley deveria ser preso. Nada menos que 92% dizem que a Justiça 'trata melhor os ricos do que os pobres." Lembrando o AI-2, decreto que ajudou a consolidar a ditadura de 64, PML recorda que ali se questiona a soberania do STF para debater "'atos revolucionários praticados com base na nova ordem.'"
Difícil contestar a clareza da pesquisa do DataFolha sobre a delação premiada dos irmãos Batista.
Nada menos que 81% dos entrevistados disseram que, eles deveriam ter sido presos -- em vez de tomar o jatinho para sua residência de luxo em Nova York, conforme assegurou o acordo de delação premiada assinado por Rodrigo Janot e homologado pelo ministro Edson Fachin, do STF.  
Numa segunda questão, que ajuda a entender como a maioria dos brasileiros reflete sobre o sistema judicial no país, o DataFolha perguntou: "Na sua opinião, a Justiça no Brasil, na apuração de crimes, trata pobres e ricos da mesma maneira?" Uma maioria de 92%  disse que a Justiça "trata os ricos melhor do que os pobres".
Bingo.
São questões que têm relevância direta no momento atual. Num julgamento iniciado na semana passada, que deve encerrar-se nesta quarta-feira, o  STF debate a possibilidade de aceitar os acordos de delação como um pacote pronto. Produzidos através negociações do Ministério Público com delinquentes assumidos,  não poderiam ser discutidas em plenário depois de homologadas pelo ministro relator, Edson Fachin.
A ideia, que até agora vence por 7 votos a 0, é evitar que uma decisão de tamanha gravidade seja submetida a instância onde reside  força do Supremo, como poder da República  -- o colegiado de 11 membros, e não a sentença deste ou daquele ministro. 
É uma discussão de grande utilidade no momento atual, quando as concessões aos irmãos Batista, dispensados de cumprir uma única noite numa cela de prisão, provocam a indignação de 8 entre 10 brasileiros. 
Cinco anos depois, é possível lembrar  do julgamento da AP 470, em 2012. Na época, procuradores e juízes diziam na televisão que era preciso punir "os ricos e os poderosos", enquanto julgamentos diferenciados para os réus do PT e do PSDB asseguravam um tratamento escandalosamente desigual para uns e outros. No exemplo mais clamoroso, nenhum réu tucano cumpriu pena de prisão até agora.
Não é que os brasileiros desconheçam o volume da conta bancária de boa parte dos prisioneiros de Curitiba e não saibam que, entre os prisioneiros, é possível apontar figurões graúdos do nosso capitalismo. Claro que conhecem. A discussão é outra.
Num país onde violência policial  é uma ferida que atinge os de baixo -- de preferência negros -- com brutalidade animal, aprende-se o  valor essencial da liberdade e dos direitos, até pela pedagogia negativa, pela ausência.  
Submetidos a uma situação permanente de opressão em todos os  níveis da existência, uma grande maioria de brasileiros só conhece o Estado Democrático de Direito de ouvir falar e não tem a mesma experiência concreta de viver em liberdade do que eu e você. Mas todos sabem muito bem o que é ir para a cadeia e o que acontece com pessoas aprisionadas.
Por essa razão, não têm a menor dificuldade de imaginar  o que significa um  cidadão bilionário desembolsar uma alta soma em dinheiro, muitas vezes obtido com auxílio de atos considerados  criminosos  e, em troca, garantir que jamais ficará preso numa cela, nem será impedido de desfrutar as delícias da vida, como a  companhia família e dos amigos, o cinema nos fins de semana, viagens e assim por diante. Vamos reconhecer  que mesmo a mais civilizada cadeia do planeta é uma prisão -- e basta observar um animal enjaulado num Zoológico para ter noção do que isso significa.   
É desse universo que estamos falando. A liberdade como direito natural, devido a toda pessoa na hora do nascimento. Ou algo que pode ser negociado e negociado por algumas pessoas, que confessam seus crimes e delatam cúmplices. No caso dos irmãos Batista, foi possível evitar uma única noite passada na prisão. 
Dias atrás, em entrevista neste espaço, a procuradora Ela Wiecko, que disputa a sucessão de Rodrigo Janot como uma voz crítica, sugere uma reflexão a respeito das delações premiadas. Sem discordar de seu uso como instrumento de investigação, a procuradora lembra determinadas distorções. "As penas são simplesmente flexibilizadas pelo negociador, o que atinge a regra constitucional de que não há pena sem previsão da lei," diz.  Referindo-se a uma questão ainda mais séria, que envolve um aspecto essencial das delações, a procuradora acrescenta que " a colaboração premiada estabelece desigualdade entre autores de crimes análogos, pois a alguns é possibilitada, a outros não." Conforme Ela Wiecko, os critérios para fixação da pena-base " são adotados antes da prestação jurisdicional e sem atenção a limites mínimo e máximo de pena.  Nesse momento pode haver desigualdade entre casos semelhantes cujos procedimentos são atribuídos a membros do Ministério Público diferentes e Juízos diferentes. São reflexões sobre  um instituto novo que rompeu com o paradigma da obrigatoriedade da ação penal mas que não pode se desgarrar dos limites postos pela Constituição."
Em 2015, quando a Lava Jato se encontrava em sua fase inicial,  o professor Renato Mello Jorge da Silveira, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, apontou para um ponto que antecipa o debate colocado pelos  92% que, dois anos depois, reafirmam a velha noção da Justiça PPP (pobre, preto e puta) para dizer educadamente que ela "Justiça trata os ricos melhor do que os pobres."
Lembrando que as delações premiadas têm como prioridade obter depoimento de testemunhas em posição de mando, permitindo a quem dava ordens mais uma vez tirar vantagem de sua posição na hierarquia, o professor concluiu: "beneficia-se o criminoso de alta gama, aquele que teria mais informações. Pactua-se, portanto, com quem mais delinquiu. Pune-se a menor criminalidade ou outros, que simplesmente ficaram aquietados."
Sabemos que os tribunais não deve funcionar como um programa de auditório, onde as sentenças se decidem pelo palmômetro.
Mas é evidente que a visão de 93% da população  merece uma reflexão maior, pois fala de questões reais da Justiça. 
Não custa refletir, também, sobre um fato histórico.
O esforço para retirar o Supremo de atribuições naturais à mais alta corte de Justiça tem um antecedente preocupante. Em outubro de 1965, quando o assinou o AI-2, Castelo Branco tomou medidas típicas para consolidar a ditadura. Entre outras coisas, foi ali que, contrariando a vontade da maioria dos brasileiros, a eleição para presidente da República tornou-se indireta. O AI-2 também trouxe mudanças para o Supremo. Não só sua composição do Supremo -- que passou de 11 para 16 membros -- para também definiu sua pauta, ao excluir decisões que envolvessem "atos revolucionários praticados com base na nova ordem."  

Deu para entender, certo?  

sábado, 24 de junho de 2017

Irmãs se reencontram em Minas Gerais após 46 anos separadas


A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) promoveu, nessa quinta-feira (22/06/2017), o encontro de quatro irmãs que ficaram separadas por 46 anos. Maria de Lourdes Fernandes (68) morava com os pais e os irmãos em Mantena/MG, e, aos 22 anos deixou sua casa, na companhia do namorado, com quem se casou e teve três filhas. Após isto, não teve mais contato com seus familiares, e, nessa jornada, mudaram várias vezes de estado e até de país. Viveram em São Paulo, no Paraná e no Paraguai. Atualmente, moram no Mato Grosso do Sul, no município de Mundo Novo.
O restante da família continuou residindo em Minas Gerais e mantém contato constante apesar de parte da família ter mudado para Belo Horizonte. A irmã caçula, Leir Rita Lopes, de 60 anos, nunca se esqueceu de Maria de Lourdes. “Todo aniversário eu lembrava, em um ano fiz até um bolo.”, afirmou.
Em maio deste ano, o porteiro Oziel Lopes, filho de Leir Lopes, soube do serviço de reencontro de família, prestado pela PCMG, e estimulou a mãe para que tentasse rever sua irmã. Ela aceitou a sugestão e preencheu os papéis para o reencontro. Em menos de duas semanas, a Polícia Civil localizou Maria de Lourdes no Mato Grosso do Sul.
Irmãs se reencontraram em BH (Foto: Divulgação/PCMG).

O reencontro ocorreu na Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, com a presença das quatro irmãs. Francisca Rita Fernandes, 64, Deuza Rita Fernandes, 62, Lenir Lopes e Maria de Lourdes foram tomadas pela emoção. Para complementar e dar continuidade ao reencontro, Leir organizou um almoço especial em sua casa para receber a irmã. Para aumentar a alegria do esperado reencontro, as irmãs trouxeram seus respectivos filhos, seis ao todo, ampliando o encontro também para os primos, que não se conheciam.

Com a aproximação do aniversário da Maria de Lourdes, em 4 de julho, Leir já está animada e planejando a comemoração. “Já vou preparar um bolo para ela. Dessa vez vamos passar juntas e colocar o papo em dia.”, comemora. Também emocionada, Maria de Lourdes contou às irmãs sua trajetória após a saída de casa e agradeceu pelo reencontro. “Só clamava a Deus para que meus irmãos estivessem vivos e agora estamos aqui”, desabafou.
Segundo a delegada Maria Alice Faria, chefe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD), essa não é a atribuição primária da Divisão. “Fazemos esse trabalho com fim de auxiliar a sociedade nesses reencontros familiares. Assim que tivemos informações do paradeiro da Maria de Lourdes fizemos contato com o serviço social de Mundo Novo e conseguimos trazê-la do Mato Grosso do Sul”, relatou.
De acordo com a delegada, estas situações diferem das relativas aos desaparecimentos, e, ao mesmo tempo não esconde a emoção por ter auxiliado o reencontro. “Estas irmãs ficaram anos sem terem contato com a Maria de Lourdes por mudanças nos caminhos de suas vidas. Elas ficaram anos sem terem qualquer tipo de contato e seus filhos nem se conheciam. Agora estão todos aqui. É uma satisfação e uma alegria muito grande prestarmos esse serviço.”, disse emocionada.
Irmãs se reencontraram em BH (Foto: Divulgação/PCMG)


Fonte: Policia Civil de Minas Gerais.

Mineradoras serão fiscalizadas no Vale do Jequitinhonha


CREA-Minas promove reunião com mineradores da região para detalhar a ação de fiscalização

Foto: arquivoMineradoras serão fiscalizadas no Vale do Jequitinhonha
Garimpo de Areinha é considerado ilegal e vem depredando o leito do rio Jequitinhonha, ao longo dos anos.
Os gestores da mineração da região de Diamantina, no Vale do Jequitinhonha (MG);  vão se reunir com o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-Minas) para debaterem sobre as ações de fiscalização no segmento da mineração. O encontro será realizado em Diamantina, no dia 29 de Junho de 2017, no auditório da Associação dos Municípios da Microrregião Alto Jequitinhonha (Amaje).

Nesta reunião, a Câmara Especializada de Geologia e Engenharia de Minas e a Gerência de Fiscalização do Crea Minas vão orientar os gestores da mineração sobre os critérios da fiscalização das atividades mineradoras com o objetivo de fornecer tempo hábil às empresas para se regularizarem antes da ação. Também vão participar do encontro lideranças locais, além de instituições do setor e interessados no tema.

A ação de fiscalização será realizada entre os dias 24 a 28 de julho, nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Diamantina, Datas, Monjolos, Gouveia, Presidente Juscelino, Presidente Kubitschek e Serro.

Encontro será realizado na sede da AMAJE em Diamantina
Encontro será realizado na sede da AMAJE em Diamantina

Fiscalização

A fiscal da Regional Norte do Crea-Minas, engenheira civil Ivana Machado, informa que a reunião é uma oportunidade para que os mineradores entendam sobre os critérios de fiscalização. “Na região de Diamantina, a mineração é uma das principais atividades econômicas e são várias as pessoas envolvidas nesse ramo. A reunião tem o objetivo de apresentar a metodologia de fiscalização, além de ser importante para dar conhecimento a todos os envolvidos nesse setor sobre como será a atuação do Conselho”, afirma Ivana.


O gerente de Fiscalização do Crea-Minas, engenheiro mecânico Guilherme Rodrigues, explica que as ações de fiscalização têm o objetivo de constatar a regularidade nas atividades de base tecnológica, verificando a responsabilidade técnica através do registro das empresas e dos profissionais responsáveis técnicos no Conselho, bem como a Anotação de Responsabilidade Técnica (A.R.T.). “A presença destes profissionais em todas as etapas da cadeia produtiva garante a aplicação das melhores e mais modernas técnicas, maior produtividade com menor custo, além de atender a todas as exigências legais”, afirma Guilherme

Serviços

Data: 29/06/17
Horário:14h 
Local: Associação dos Municípios da Microrregião Alto Jequitinhonha (Amaje) - Rua Zeca Bruno, 131, Cazuza, Diamantina - MG, 39.100-000
Fonte: CREA MG